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5 de julho de 2018

Uma Noite Maravilhosa com Sam Smith

Um dos motivos pelo qual eu sempre quis morar na América do Norte é a abundância de eventos culturais que acontecem por aqui de janeiro a janeiro. Logo que eu cheguei no Canadá, em 2016, eu fiz uma listinha mental de todos os shows que eu gostaria de assistir nos meses por vir e que tinham grandes chances de vir para cá. Como já era de se esperar, a lista é longa, mas eu tenho tido sorte de já ter conseguido assistir vários dos meus artistas favoritos nesses quase dois anos de Toronto, incluindo Sia, Lifehouse, Dashboard Confessional, Switchfoot (pela segunda vez), Demi Lovato (pela terceira vez), Phillip Phillips, Simple Plan (pela terceira vez), Natasha Bedingfield e Hanson (pela sétima vez).

No final do ano passado, o Sam Smith lançou o seu segundo álbum de estúdio, chamado The Thrill of It All, e eu aguardei de dedos cruzados o anúncio da turnê e a divulgação das datas e cidades dos shows. Eu sabia que a vinda dele para Toronto era praticamente certa, porque o cenário musical aqui é muito forte, mas sempre é aconselhável aguardar a notícia oficial por via das dúvidas, né? No final das contas, Toronto foi escolhida para ser o show de abertura da turnê norte-americana e recebeu o cantor com a casa lotada. Para retribuir, ele nos deu um show lindo e maravilhoso — assim com ele. Mais um item da minha listinha mental de shows riscado, amém.

Sam Smith em Toronto, no Air Canada Centre

Fonte: Tom Pandi (MLSE LIVE)

Eu conheci o Sam Smith em 2012, através da música “Latch”, que ele gravou em parceria com o duo de música eletrônica Disclosure. Logo em seguida, ele emprestou sua voz para “La La La”, música do dee-jay Naughty Boy, e lançou o seu primeiro single em carreira solo, “Lay Me down”, alcançando reconhecimento mundial. Em 2014, seu primeiro álbum de estúdio, chamado “In The Lonely Hour”, consagrou-o como um dos cantores mais bem-sucedidos da atualidade. Merecidíssimo, inclusive. A esta altura do campeonato, eu já tinha virado fã de carteirinha e estava entitulando o moçoilo como o meu cantor favorito, ao lado do meu #musinho Ed Sheeran. O resto é história... :love:

Antes mesmo de comprar o ingresso para o show, eu já tinha ouvido o álbum novo milhões de vezes. Nele, eu me deparei com a música “Palace”, que se tornou a minha favorita do cantor. Certo dia eu tuitei que não conseguia tirar a música da cabeça e adivinhem... O Sam curtiu o meu tuite. Quase faleci! Depois disso, e já com o ingresso na mão, eu esperei pelo show ansiosamente. Nas últimas semanas antes da tão aguardada data, durante o meu tradicional aquecimento musical com o setlist do show, eu ouvi Sam Smith de manhã, de tarde e de noite, muito obrigada. Até que o dia chegou...

Sam Smith em Toronto, no Air Canada Centre

Fonte: Andrew Hartl (Live in Limbo)

Dezoito de junho, segunda-feira. Confesso, eu estava bem nervosa. Ansiosa e emocionada por poder viver aquele momento. Ele abriu o show com “Burning”, meio que a cappella, sentado em uma cadeira na ponta do palco. Eu não acreditei meus ouvidos quando ouvi a voz dele ao vivo... Da mesma forma como a Sia, ele soa exatamente como no álbum, cantando numa afinação perfeita e com um tom aveludado e agradável de escutar. Quando ele encerrou a primeira música, eu aplaudi e gritei com todas as forças.

O show continuou com “One Last Song”, as lindíssimas “I'm Not The Only One” e “Lay Me Down”, um breve cover de “His Eyes Is On The Sparrow” (que eu conheço na voz da Lauryn Hill e da Tanya Blount, uma das músicas do filme “Mudança de Hábito 2”, um dos meus favoritos da vida, por sinal) e “Omen", outra parceria com o Disclosure, que colocou toda a plateia de pé para dançar e bater palmas. Depois de “Nirvana”, uma das primeiras músicas que ele gravou na vida, ele cantou “I've Told You Now” e “Writing's On The Wall”, a música-tema do filme “Spectre”, da franquia do 007, que rendeu a ele o Oscar de Melhor Canção Original, em 2016. Foi um momento bem intenso!

Sam Smith em Toronto, no Air Canada Centre

Fonte: Andrew Hartl (Live in Limbo)

Em seguida, foi a vez de “Latch”, momento em que o meu coração saiu pela boca — não literalmente. Sabe aquela música que você espera anos para ouvir ao vivo? Pois então. Eu fiquei bem comovida, sorrindo de orelha a orelha, tentando não me mexer muito para não estragar o vídeo... Dois infelizes resolveram passar na minha frente durante a música, mas a gravação ficou relativamente boa. Eu quase infartei de felicidade, mas eu sabia que vinha muita coisa boa ainda pela frente...

O que dizer sobre Sam Smith? Ele é absurdamente carismático, fofo, engraçado, talentoso e encantador. Sem falar que ele canta maravilhosamente bem e sabe conduzir o espetáculo da forma mais humilde e apaixonante, sem pretensão ou se achando o rei da cocada preta. Meu coração ficou bem quentinho e eu senti muito orgulho do trabalho e da competência dele como artista.

Sam Smith em Toronto, no Air Canada Centre

Fonte: Tom Pandi (MLSE LIVE)

“Money On My Mind”, “Like I Can”, “Restart” (que colocou todo mundo de pé novamente), “Baby, You Make Me Crazy”, “Say It First” (que foi linda!), “Scars” (que ele tocou em versão acústica com o seu melhor amigo e guitarrista, Brandon) e “Midnight Train” vieram em seguida. E então foi a vez de ele entoar “HIM”, um hino gospel lindo e maravilhoso que me deixou sem palavras. Aplaudi muito! A última música antes do encore foi o hit “Too Good At Goodbyes”.

E, para mim, o momento mais esperado do show: quando ele voltou ao palco para cantar "Palace", em um dueto espetacular com a Lucy, uma de suas cantoras backing vocals. Eu acho que morri umas cinco vezes durante a música... Se ele tivesse cantando apenas esta música no show inteiro, eu teria ido embora feliz do mesmo jeito. Foi incrível, mais do que perfeito.

Sam Smith em Toronto, no Air Canada Centre

Fonte: Andrew Hartl (Live in Limbo)

Por fim, ele cantou “Stay With Me” e então encerrou o show com “Pray”, outro hino gospel maravilhoso, de deixar todo mundo de queixo caído. Gritei horrores, aplaudi até doer as mãos... Alguns minutos depois do final do show, eu tuitei dizendo que foi genial ele terminar o show com esta música e adivinhem... Ele curtiu o meu tuite de novo. Voltei para casa meio abobada e só consegui dormir depois das 4h da manhã. Ser fã é tão lindo! Ai, ai.

Espero ter oportunidade de ver ele ao vivo em breve novamente... O Sam Smith é o tipo de artista que faz valer a pena comprar ingressos para assistir um show. Nossa, e que show! Mesmo tendo ficado bem longe do palco, valeu cada centavo. Um dia eu ainda vou assistir ele bem de pertinho e ter o prazer de enxergar aquele sorriso adorável a metros de distância. Não custa sonhar, né? Muito amor envolvido! Amo-te, Sam! Bem grandão! :love:

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