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8 de maio de 2018

O Silencioso “A Quiet Place”

Há algumas semanas, vários artistas que eu sigo nas redes sociais começaram a falar de “A Quiet Place”, elogiando e sugerindo que também fôssemos assistir o filme, que estreiou nas telinhas no início de abril na maioria dos países ao redor do mundo. Faz muitos anos que eu parei de assistir filmes de terror, mas quem se importa com isso quando o filme estrela e foi dirigido pelo fofo do John Krasinski? Eu fiz questão de ir ao cinema prestigiá-lo e não me arrependo de forma alguma... O filme é maravilhoso!

"A Quiet Place" (2018)
John Krasinski em "A Quiet Place"

Fonte: IMDB

A história se divide entre terror, drama e suspense, o que eu achei ser uma combinação bem interessante. Em um cenário pós-apocalíptico, onde grande parte da população já foi dizimada por monstros que agora habitam o planeta, uma família norte-americana precisa viver em absoluto silêncio para sobreviver a estas criaturas que caçam através do som. Qualquer barulho pode significar o fim de sua vida — e isso fica bem claro logo no início do filme, diga-se de passagem. Estejam preparados.

"A Quiet Place" (2018)
Shhhhhh!

Fonte: IMDB

A filha mais velha do casal, interpretados por John Krasinski e Emily Blunt (que são casadinhos na vida real também) é surda e usa um aparelho auditivo para ajudá-la com sua audição, porém sem muito resultado. A relação entre pai e filha é um pouco turbulenta, o que faz o desfecho do filme ser ainda mais incrível. E, para a minha surpresa, eu me vi chorando em uma cena entre os dois um pouco antes do filme acabar.

"A Quiet Place" (2018)
Millicent Simmonds e John Krasinski em "A Quiet Place"

Fonte: IMDB

A comunicação entre os personagens é feita através de sussurros, leitura labial e linguagens de sinais e o filme quase não tem fala ou vozes, com exceção de algumas cenas. Pesquisando sobre o filme mais tarde, eu fiquei sabendo que a atriz que interpreta a filha do casal, Millicent Simmonds, é surda-muda na vida real e ensinou ao elenco os sinais necessários para todas as cenas do filme... Eu também descobri que o John Krasinski fez questão de escalá-la para o papel, que não precisava ser ocupado por alguém com a mesma deficiência do personagem necessariamente, mas que fez toda a diferença.

Para evitar que o pior aconteça, eles precisam fazer todas as atividades diárias sem emitir nenhum som, como cozinhar, comer, tomar banho, lavar roupas, estudar, dormir, brincar e caminhar por uma velha casa com assoalhos de madeira. Fora da casa, eles andam sobre trilhas de areia, que os levam a todos os lados da fazenda e arredores. Ocasionalmente, eles precisam ir até a lojinha da cidade buscar outros itens, como ferramentas e baterias. Eles não podem rir, ouvir música (sem fones de ouvido) ou ver televisão.

"A Quiet Place" (2018)

Fonte: IMDB

"A Quiet Place" (2018)

Fonte: IMDB

A parte mais interessante de assistir este filme é perceber que a sala de cinema também está em absoluto silêncio pelos 90min de “A Quiet Place”. A história se desenrola rapidamente, criando suspense do início do fim, e deixando todo mundo em alerta e se agarrando em suas cadeiras. Cada detalhe é importante e tudo fecha redondinho no final, que é muito bom.

Um show de atuação de todo o elenco, mas especialmente da Emily Blunt e da Millicent Simmonds. Em alguns momentos, eu precisei me revirar de um lado para o outro, de tão nervosa e ansiosa que a cena me deixava. A história te dá uma certa autonomia para prever algumas situações e querer avisar que algo ruim vai acontecer se o personagem fizer isso ou aquilo. No entanto, algo inesperado sempre acontece — que é o que torna o filme tão interessante do início do fim.

"A Quiet Place" (2018)
Emily Blunt e Millicent Simmonds em "A Quiet Place"

Fonte: IMDB

Eu gostei tanto do filme, que saí do cinema bem eufórica. Adoro quando a história te prende por horas e horas depois de ter assistido o filme e você simplesmente não consegue parar de lembrar dos detalhes, de cada cena e da situação como um todo. Quando um filme tem esse poder sobre mim, eu sei que ele é um favorito. Certamente, “A Quiet Place” é um dos melhores filmes que eu assisti este ano, junto com “Get Out” (2017), “Brooklyn” (2015) e “Avengers: Infinity War” (2018).

Recomendo! Eu imagino que o filme, que se chama “Um Lugar Silencioso” em português, ainda esteja em cartaz aí no Brasil. Se você não se importa de levar alguns sustos ou de aguentar o nervoso em cenas de suspense, dê um pulinho até o cinema para assistir o filme também. E se você não gostar, pelo menos vai ter visto uma hora e meia de John Krasinski no telão, que é tão incrível quanto o próprio filme. Hahaha!

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1 comentário em "O Silencioso “A Quiet Place”"
  • Esse filme é muito bom!! Te prende de uma maneira surreal.

    Mas achei que tem alguns pontos fracos, principalmente no roteiro e na relação pais e filhos. Eles colocam os filhos e eles mesmos em situações que poderiam ser facilmente evitadas.. Eu também chorei no final, foi muito emocionante!

    Gostei muuuuito mas não gostei de algumas partes, é isso! hahaha