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28 de maio de 2018

Morando com uma Beagle

Pouco mais de dois anos atrás, eu finalmente decidi que estava na hora de ter o cachorro que eu sempre sonhei: um beagle. Muitas pessoas me olharam torto quando eu contei a novidade, pelo fato de eu morar em apartamento e trabalhar fora de casa o dia todo, já que essa raça é famosa por “destruir lares”, quase que literalmente. Mas eu não mudei ideia, não. O meu primeiro cachorro teria que ser um beagle e ponto final... No dia 10 de janeiro de 2016, a Lica passou a fazer parte da minha vida.

Morando com uma Beagle

Nessa mesma época, eu li um livro e também vários artigos online com dicas de como criar um cachorro em apartamento, porque eu queria ter certeza de que ela se adaptaria da melhor forma possível. Apesar de eu ter vivido com cachorros em casa a minha vida inteira, esta seria a primeira vez que eu me tornaria responsável por absolutamente tudo: vacinas, medicação, alimentação, adestramento e todo o resto.

O beagle é um cão caçador, o que justifica o fato de serem extremamente ativos, ágeis e donos de seus próprios narizes. Por este motivo, dizem ser uma das raças mais difíceis de ser adestrada. No entanto, eles são muito inteligentes e, se treinados propriamente, obedientes. Eles são dóceis e adoram brincar, além de serem ótimos com crianças e outros cachorros. São bastante sociáveis e gostam de estar rodeados de pessoas o tempo inteiro. Eles precisam de exercícios regularmente, mas alguns passeios diários na rua e brincadeiras dentro de casa dão conta do recado.

É comum ouvir que um beagle precisa estar sempre na coleira em seus passeios na rua, porque qualquer cheiro diferente os fazem disparar e correr para longe — e é verdade. Por serem caçadores e terem o faro bastante aguçado, tudo vira distração durante a caminhada... Sendo ágeis e rápidos, é bem difícil conseguir alcançá-los de novo. Eu já passei por alguns sufocos aqui com a Lica, que já escapou da guia três vezes, e precisei parar o trânsito, correndo de um lado para o outro até conseguir agarrar ela pela coleira. Eu senti o coração quase sair pela boca e voltei para a casa com as pernas moles.

Como eu já sabia que viria para o Canadá quando peguei ela, comecei o adestramento bem cedo... Ela aprendeu todos os comandos básicos ainda antes dos seis meses e, apesar de nem sempre obedecer de primeira (se eu não tenho algum petisco na mão, obviamente), é bem comportada sempre que eu solicito algo. Ela aprendeu a fazer xixi e côco no tapete higiênico que eu deixo dentro do apartamento e dorme na própria caminha quando eu digo que ela não pode subir na minha cama.

Fora alguns chinelos e almofadas, ela nunca fez estragos na minha casa... Eu morria de medo de deixar ela sozinha quando eu ia trabalhar, mas eu dei sorte... Como todo filhote, ela teve a fase de roer tudo o que vê pela frente, mas passou com o tempo. Na primeira vez que entrou no cio, ela roeu o assento do sofá, mas foi um fato isolado e nunca mais aconteceu. Ela gosta de roubar pedaços de papel do lixo da escrivaninha e também brincar com cordas e ossinhos de borracha. Agora ela tem uma caixa cheia de brinquedinhos para morder e se divertir...

Morando com uma Beagle

A Lica tem cerca de 15kg e é menor do que a maioria dos beagles... Ela não é gulosa e, apesar de sempre querer um teco do que eu estou comendo, às vezes nem termina toda a porção que eu coloco no pratinho dela. Ela adora correr e passear na rua, mas não aguenta caminhar por muito tempo, empacando igual um burrico para não continuar o percurso... Quando eu estou em casa, ela está sempre grudada em mim, no meu colo, deitada nos meus pés ou encostada do meu lado. Na maioria das noites, ela dorme comigo na cama, enroladinha dentro do meu braço ou entre minhas pernas.

Ela é amorosa e extremamente dengosa, adora carinho na barriguinha e fica muito feliz quando ganha um brinquedo novo. É a melhor companhia que eu poderia ter pedido, porque ela me escuta, me alegra só por estar perto e me mantém sã (nos momentos de loucuras e crises de nervos)... Ela faz festa toda vez que eu chego em casa e, até pouco tempo atrás, chorava sempre que eu saía de casa. Ela sente minha falta e eu sinto falta dela. Ela é minha parceira de filmes e seriados, de dias de pijama na cama e até de pipoca.

Falem o que quiser sobre beagles, mas eu não troco a minha biscoitinha por nada nesse mundo... Ela enche a minha vida de alegria e, mesmo sendo um pouco teimosinha de vez em quando, atende todas as minhas expectativas. Todo o meu amor para essa bolinha de pelos que me faz companhia nas noites frias, nas tardes ensolaradas no parque, nas manhãs sonolentas na cama e nos dias em que eu não quero sair da minha bolha e resolvo ignorar o resto do mundo.

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