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13 de março de 2018

Indicados e Vencedores do Oscar 2018

Domingo retrasado, 4 de março de 2018, foi um dia muito esperado pelos amantes de filmes e cinema. Diretamente do Dolby Theatre, em Los Angeles, a cerimônia de entrega do Oscar iniciou às oito da noite (EST) e durou pouco mais de 4 horas. Como sempre, eu fiquei plantada na frente da televisão por horas acompanhando o tapete vermelho, as entrevistas com as celebridades e, por fim, os vencedores da noite de cada categoria. Foi uma noite bem longa...

Indicados e Vencedores do Oscar 2018

Assim que os indicados foram revelados no início deste ano, eu decidi que eu assistiria, pelo menos, todos os filmes indicados para o prêmio de Melhor Filme: “Call Me By Your Name”, “Darkest Hour”, “Dunkirk”, “Get Out”, “Lady Bird”, “Phantom Thread”, “The Post”, “The Shape of Water” e “Three Billboards Outside Ebbing, Missouri”. Por falta de tempo, eu fiz uma maratona para assistir os filmes que ainda faltavam uma semana antes do evento. Foi corrido, mas deu tudo certo e eu fiz as minhas apostas.

Three Billboards Outside Ebbing, Missouri

O primeiro filme da lista de indicados que eu assisti foi “Three Billboards Outside Ebbing, Missouri”, ainda no ano passado. Este foi o longa-metragem escolhido pela audiência como o melhor filme exibido durante o Toronto International Film Festival (TIFF) em setembro de 2017, onde eu fui voluntária. No último dia do festival, os voluntários foram convidados para uma sessão exclusiva do filme, com direito à pipoca e refrescos. Eu confesso que a sinopse não me animou muito, mas o filme é bom, com uma ótima trama e boas surpresas ao longo do caminho. Três estrelas.

A excelente atuação do elenco do filme rendeu os prêmios de Melhor Atriz e Melhor Ator Coadjuvante, para Frances McDormand e Sam Rockwell, respectivamente. Mesmo tendo um final interessante, esse não é o tipo de filme que faz o meu estilo. Eu achei cansativo de assistir e saí do cinema com sono, ou seja, não acharia digno que ele ganhasse um Oscar... Mas quem sou eu, né? Vai saber.

The Shape of Water

Em janeiro, eu fui ao cinema com uma amiga para assistir “The Shape of Water”. As minhas expectativas estavam lá no alto, porque esse foi o filme mais comentado no TIFF e eu estava louca para assistir e matar a minha curiosidade. Eu gostei bastante da história, apesar de simples e bem previsível. Este foi o primeiro filme do Guillermo del Toro que eu assisti na minha vida, mas eu não me decepcionei com o que vi. “The Shape of Water” é uma história de amor com personagens peculiares... Bem peculiares.

No entanto, tirando toda a esquisitice típica dos filmes deste diretor (neste caso, um romance entre uma faxineira muda e um peixe pseudo-humano na década de 60), a história tem início, meio e fim e ocorre de forma bem linear, sem nenhuma reviravolta espetacular. O desfecho foi satisfatório e deixou a história bem redondinha. Na minha opinião, um filme quatro estrelas. E, como já era esperado, ele foi premiado com a estatueta mais cobiçada da noite: o Melhor Filme de 2017.

The Shape of Water (2017)
“The Shape of Water” (2017), do diretor Guillermo del Toro

Fonte: Gizmodo

"The Shape of Water" também levou para casa os prêmios de Melhor Diretor, Melhor Trilha Sonora e Melhor Direção de Arte. Em resumo, o filme ganhou 4 das 13 categorias em que foi indicado.

Lady Bird

Todos os outros os filmes, eu assisti no conforto da minha casa. Comecei por “Lady Bird”, um filme sobre a relação turbulenta entre mãe e filha, durante os eventos de seu último ano no Ensino Médio. Sendo o único longa-metragem indicado a Melhor Filme e dirigido por uma mulher (Greta Gerwig), “Lady Bird” é um filme cativante, com uma história que te faz refletir sobre atitudes, relacionamentos e o impacto que as ações de outras pessoas têm sobre as escolhas que fazemos em nossas vidas. Apesar de tratar de um assunto sério, o filme tem um teor cômico e provoca algumas boas gargalhadas. Eu não esperaria que ele ganhasse um Oscar, mas é um filme sólido de três estrelas e meia.

Dunkirk

Em seguida, eu assisti “Dunkirk”, que foi bem entediante. Eu não tenho nada contra e não me importo em assistir filmes de guerras, mas “Dunkirk” é bem sem graça. Apesar de muito bem produzido, a história não te comove ou apanha sua atenção. Para vocês terem ideia, eu passei o filme inteiro sem saber o nome do personagem principal, porque a trama não apresenta muitos diálogos e gira mais em torno do resgate dos soldados, em geral, do que sobre a situação de algum personagem específico. Achei bem bleh... O único fato que eu assimilei ao assistir o filme é que o Harry Styles, ex One Direction, apareceu em meia dúzia de cenas. Duas estrelas, sendo bem generosa.

Ainda assim, o filme ganhou nas categorias de Melhor Edição, Melhor Edição de Som e Melhor Mixagem de Som. Para um filme chatinho, três estatuetas está de muito bom tamanho, não é mesmo?

Call Me By Your Name

Em seguida, “Call Me By Your Name” amoleceu o meu coração. Eu achei que o filme demorou um pouco para pegar no tranco, mas da metade para a frente você se pega sorrindo igual a um idiota e suspirando ao ver Elio e Oliver juntos. O filme relata os eventos ocorridos no verão de 1983, quando o filho de 17 anos de um professor acadêmico conhece e se apaixona pelo estudante de doutorado que vai passar algumas semanas na casa de verão de sua família, em algum lugar da Itália. Ao mesmo tempo em que se relaciona com uma garota e transa pela primeira vez, Elio desenvolve sentimentos por Oliver e isso o deixa confuso. No entanto, a forma como ele lida com isso e expõe o que sente é formidável, prendendo sua atenção e te deixando ansioso para ver o que vai acontecer em seguida.

"Call Me By Your Name" (2017)
Elio (Timothée Chalamet) e Oliver (Armie Hammer) em “Call Me By Your Name” (2017)

Fonte: Film Comment

Eu adoro que o Elio é um sabichão, com vastos conhecimentos sobre história, música, literatura e fluente em, no mínimo, três línguas. Mesmo assim, esses “novos sentimentos” o tiram dos trilhos. Porém, quando o romance começa a acontecer entre os dois, é pura magia. A química dos atores é incrível e as cenas são muito bem construídas, mantendo uma certa inocência ao que poderia ser vulgar ou explícito.

O final quebrou meu coração, obviamente, mas a mensagem que o filme deixa é muito bonita e me tocou bastante. Em outras palavras, é importante viver todos os momentos da vida, até mesmo os ruins. Não se deve ignorar ou suprimir os sentimentos que te machucam e causam dor e tristeza, porque, ao fazer isso, você acaba eliminando também os momentos anteriores que te trouxeram alegria. O que importa são os sentimentos, indiferente (do sexo) de quem recebe. O nosso corpo passa a não ser tão mais importante em um certo momento da vida, mas o coração continua intacto e sentindo cada resquício da nossa jornada. Portanto, “sentir” a vida é essencial e o que realmente importa no final de tudo. Bonita a mensagem, não é mesmo? Eu concordo absolutamente.

Quatro estrelas e meia e, provavelmente, um dos melhores filmes que eu assisti recentemente. Inclusive, eu reassisti o filme alguns dias após o Oscar (e continuo assistindo algumas cenas repetidamente sempre que possível). Só amor! E o prêmio de Melhor Roteiro Adaptado foi merecidíssimo.

Get Out

O filme que eu assisti em seguida, “Get Out”, para mim, foi o melhor e o que deveria ter ganhado o Oscar de Melhor Filme. Não sou muito chegada em filmes de terror e thrillers, mas “Get Out” é espetacular — e este é justamente o motivo pelo qual eu dei cinco estrelas a ele. Eu adoro quando a história te prende do início ao fim e vai te surpreendendo aos poucos, não deixando nada a desejar. Os protagonistas fazem um ótimo trabalho e a trama do filme é fascinante, com pitadas de humor e muito suspense.

Não apostei que ele ganharia o prêmio de Melhor Filme, porque achei que seria improvável que um filme deste gênero fosse premiado nesta categoria — mesmo ele merecendo muito. Fiquei feliz que ele ganhou o prêmio de Melhor Roteiro Original, porque a história é realmente muito boa. Baita filme, todo o elenco e produção estão de parabéns.

"Get Out" (2017)
Daniel Kaluuya como Chris Washington em “Get Out” (2017)

Fonte: The Atlantic

Darkest Hour

“Darkest Hour” é um complemento histórico ao filme “Dunkirk”, mostrado sobre a perspectiva do cenário político do Reino Unido em meio à Segunda Guerra Mundial e a nomeação de Winston Churchill ao cargo de Primeiro Ministro, em 1940. Gary Oldman, que interpreta Churchill, fez um trabalho espetacular e levou o Oscar de Melhor Ator. Muitas pessoas ficaram indignadas com a vitória dele, por causa das alegações de violência dosmética contra sua ex-mulher (eu também não fico muito feliz com essa parte da história, onde alguém capaz de agir desta forma ainda recebe qualquer tipo de reconhecimento), mas a atuação no filme era merecedora da estatueta, de fato. A história é um tanto parada, mas retrata de forma intrigante o modo como Churchill conseguiu contornar (e controlar) os eventos da época.

Eu imaginei que este seria o vencedor de Melhor Filme, que é muito bem produzido, mas ele só ganhou o prêmio de Melhor Maquiagem e Penteados. Merecido, inclusive, porque eu mal reconheci o Gary Oldman por trás daquele traje todo. Quatro estrelas para “Darkest Hour”, na minha humilde opinião.

Phantom Thread

Os últimos dois filmes da lista são bem água com açúcar. Ou, pelo menos, foi o que eu achei. A começar com “Phantom Thread”, que tem uma história desinteressante e personagens desvairados. A narrativa gira em torno de um estilista que cria vestidos para a alta sociedade britânica, em meados da década de 50, e tem dificuldade em se relacionar com pessoas. A “ameaça fantasma” vem de sua parceira romântica, que está tentando cativar o afeto deste homem com coração de pedra, e também o de sua irmã. Em resumo, eu não sou obrigada. Hahaha! Duas estrelinhas bem mixurucas para ele.

Só para não dizer que saiu de mãos abanando, o filme ficou com o Oscar de Melhor Figurino, obviamente por causa de todos os vestidos e trajes mostrados em cena. Sinceramente? Eu não achei lá muita grande coisa não, viu? Estava torcendo para “Beauty And The Beast”... Hahaha.

The Post

Por último, eu assisti “The Post” e também não curti muito. Eu estava bem animada para ver Meryl Streep em ação ao lado do Tom Hanks, duas lendas do cinema, mas o filme deixou a desejar bastante. Achei que eles apenas pincelaram os detalhes da história (a descoberta de documentos que comprovavam que o governo estava escondendo informações a respeito do papel dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã), o que me deixou boiando em vários momentos. Eu, que odeio história e política, não sabia quase nada sobre o ocorrido, principalmente nomes de pessoas envolvidas (que é algo bem relevante neste filme). A história terminou tão sem nexo para mim, que eu fui obrigada a pesquisar na internet para entender melhor o que aconteceu, de fato.

Fora isso, a Meryl Streep está linda, diva e maravilhosa (como sempre), mas eu gostaria que ela tivesse contracenado mais com o Tom Hanks, que não foi muito o caso. Duas estrelas, talvez menos. Hahaha! O filme não levou nenhuma estatueta, apesar de ter recebido boas críticas, em geral.

"The Post" (2017)
Tom Hanks e Meryl Streep em "The Post" (2017)

Fonte: Indie Wire

Além das maiores categorias listadas acima, vale mencionar que o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante foi para a Allison Janney, pelo seu papel em “I, Tonya”, que eu achei bem sem gracinha, para falar a verdade. O sci-fi “Blade Runner 2049”, com a duplinha Harrison Ford e Ryan Gosling, levou para casa as estatuetas de Melhores Efeitos Visuais e Melhor Fotografia — eu ainda não assisti, mas ele está na minha listinha e devo ver em breve). O filme de animação da Disney, “Coco”, foi premiado como a Melhor Animação, além de ter garantir também a Melhor Canção Original, com a música "Remember Me". Inclusive, quem não assistiu o filme, por favor, assista. É maravilhoso!

Ainda tem vários filmes que eu quero ver, como “The Greatest Showman”, “Baby Driver”, “Roman J. Israel, Esq.”, “Mudhound”, “The Florida Project”, “All The Money In The World” e “The Big Sick”. Vou tentar assistir estes e mais alguns até a metade do ano e ver o que acho... E vocês? Assistiram o Oscar? Concordam com os vencedores de cada categoria? Este ano, eu vou tentar assistir alguns filmes no TIFF, em setembro, e começar a minha maratona de filmes para o Oscar do ano que vem antecipadamente. Até lá! :wink:

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2 comentários em "Indicados e Vencedores do Oscar 2018"
  • Call me by your name já é um dos meus favoritos da vida! Minha mãe chama de o "101 dálmatas" da minha vida adulta (pq qd era criança vi essa animação incansavelmente no vhs 😂😂😂), mas achei muito lindo, e acompanhando a promoção dele, tds as entrevistas, os prêmios, nossa, cativante demais, amo qd o elenco se enturma de verdade! E o livro é maravilhoso, me pego relendo trechos td hora! Fora que o audiobook é narrado pela voz maravilhosa do Armie hammer ❤️

    Phantom thread achei bizarríssimo, só gente doida. Mas achei os vestidos mara. E vários atores q apareceram em outros filmes britânicos q eu amo XD

    The Post achei ok, minha amiga dormiu no cinema, HAHAHA! Achei Meryl Streep maravilhosa demais, ela poderia ter feito o filme sozinha com um fundo verde e seria perfeita. Li em algum lugar q o Spielberg apressou a edição pq achava o tema do filme relevante para a nossa época, isso achei bem legal, mas acho q por isso tb o filme parece meio mal costurado.

    Ainda quero ver I, Tonya e Shape of water, os outros nem faço questão. Vi baby driver qd saiu aqui e é divertido, mas é só. Ah, e tvz Blade Runner pq tem o Jared leto, porém qro ver o original antes.

    Q delícia poder ir no tiff, qm sabe no futuro a gt ainda não vai junto 😉

    • Menina, eu fico muito feliz que tu também está viciada em CMBYN, porque eu já perdi todas as minhas estribeiras... Eu assisti o filme 7 vezes (na íntegra, do início ao fim) até agora, mas já perdi a conta de quantas vezes eu abri o arquivo do filme para rever só as cenas que eu mais gosto (o meu próximo post será sobre isso, inclusive). Como você já sabe, eu comprei o livro e já estou terminando a Parte 3 — mas eu estou me enrolando para ler agora, porque não eu quero terminar... Hahaha! Que triste. Eu também fiquei encantada com a dinâmica de todo o elenco, especialmente do Armie e do Timmy (meu amorzinho!), que têm uma química espetacular, tanto em cena como na vida real. Com certeza, CMBYN também virou um dos meus favoritos da vida... Quanto mais eu assisto, mais eu gosto! Hahaha! Só amor! <3 <3 <3
      Eu confesso que não curti muito os vestido de Phantom Thread, inclusive fiquei bem decepcionada. Sei lá, acho que não eram muito do estilo que eu gosto. Nem o vestido da noiva (aquele que eles tiveram que refazer do zero, porque o "weirdo" despencou em cima dele) eu achei bonito... E, usando as suas palavras, o filme realmente é bizarríssimo.
      Sobre "The Post", eu estava esperando mais e me desapontei um pouco. Fiquei rindo aqui com o que você disse sobre a Meryl fazer o filme sozinha em fundo verde... Ela é realmente ótima. Eu também curto bastante o Tom Hanks, mas achei que o filme não deu muita abertura para nem um ou outro fazerem uma atuação estrondosa. Acho que o tema do filme foi meio brochante para mim, hehehe.
      Sim, Vy, por favor... Quando você estiver aqui pelas redondezas (vou torcer para que logo!), você vem passar uma semana comigo e vamos assistir pelo menos um filme todo dia durante o TIFF do ano em questão. Combinado?
      Beijocas <3