17 de abril de 2013

Perdida em Porto Alegre…

História da minha vida eu me perder em Porto Alegre, mas desta vez o causo foi engraçado e desesperador de verdade. À certa altura do pânico, comecei a pedir ajuda aos santos e cheguei a cogitar tirar os sapatos do pé e sair correndo pelas ruas atrás do meu carro… Mas espera aí que eu vou contar com mais detalhes! #tenso

Bom, saí de manhã cedo de casa (veja bem, eu moro em Canoas, que é cidade vizinha da capital e fica a uns 15min de distância de carro) e fui para a minha reunião com o pessoal da construtora lá no bairro Independência. Como de praxe, eu dei uma olhadinha no Google Maps para me orientar um pouco e não precisar usar o GPS para achar o endereço mais tarde. Hahaha, como eu sou bobinha

Chegar na rua foi fácil, mas eu precisava ainda encontrar o número do edifício, que pra mim é sempre o mais difícil. Nestes casos, eu sempre acabo entrando algumas ruas antes e paro o carro, para poder olhar no GPS do celular e ver se estou longe ou perto. O problema é que se você não conhece muito bem a cidade e dobra numa rua qualquer, nem sempre você vai conseguir voltar para onde estava antes facilmente, já que as ruas não são retas (paralelas ou perpendicaulares, for that matter) e muitas vezes são mão única. Daí fodeo, néam?

Acabei vendo pelo mapa que eu estava próxima de uma rua que eu conheço melhor e sabia onde estacionar, então fui indo pra lá, para agilizar o processo. Não tinha vaga onde eu queria estacionar (óbvio!) e fiquei circulando por outras ruas próximas até achar um cantinho para deixar o Serrote (a.k.a meu carro). Dei algumas voltas por ali e enfim achei uma vaguinha… Pois bem! Deixei o carro lá e saí caminhando rápido para o lugar onde eu precisava ir, porque já estava meio atrasadinha.

Depois de 15min de caminhada e de ficar 5min parada no meio de uma avenida que não tinha faixa de pedestres para atravessar, eu cheguei ao bendito prédio. Fiquei lá menos tempo do que levei para achar o endereço e já desci para voltar pro carro. Olhei no relógio e pensei “preciso voltar rápido, pois o meu tíquete de estacionamento está quase vencendo e eu não quero levar multa”. Apressei o passo.

Na minha cabeça, o caminho de volta era fácil… Só que não! Resolvi atalhar por um outro lado, para chegar mais rápido, e daí a coisa ficou preta. Quando eu cheguei em um cruzamento e vi que eu não estava onde queria, olhei no relógio novamente e bateu o desespero. Eu ainda estava longe, meu tíquete estourando os últimos minutos e meus pés doendo por causa do sapato e dos meus passos acelerados. Deus me ajude!

Fiz uma pausa na Casa do Papel (não consigo passar na frente de uma e não entrar! Me julguem…) e voltei à minha empreitada de achar o carro. O problema mesmo era que eu não lembrava em qual rua tinha deixado estacionado, ainda mais porque eu não voltei pelo mesmo caminho que fui e não conhecia muito as ruas em volta de onde eu estava. Caminhei um pouco mais para a frente e quando eu cheguei à conclusão de que eu realmente não sabia onde eu estava, eu puxei o celular da bolsa e abri o gepê-éssezão pra me salvar. Mas convenhamos, é difícil achar algo quando você não sabe onde este algo está. Chorei de raiva por dentro, por ser tão burra…

Perdida em Porto Alegre...

Continuei caminhando por aquelas calçadas irregulares do mal, meus pés já ardendo de dor, porque quanto mais rápido a gente caminha, mais o sapato é ingrato com a gente. Tentei ficar com o celular na mão, mas de vez em quando vinha um morador de rua ou alguém muito suspeito e eu jogava ele de volta na bolsa. Acho que percorri o mesmo trajeto da rua umas 3 vezes uma hora, porque realmente não sabia pra que lado eu ia. Alguns minutos depois, já com o tíquete de estacionamento vencido, eu achei a rua. Ou pelo menos eu pensei que tinha achado.

Caminhei bem contente até a esquina, onde eu tinha estacionado, mas o carro não estava lá. Entrei em desespero profundo, porque fazia mais de 20min que eu estava caminhando e nem sinal do Serrote por lado nenhum. Comecei a rezar em pensamento, pois eu precisava encontrar o carro, sem multa, de preferência. Meu azar anda super em alta, então calculem de novo o meu grau de pânico. Enfim, voltei pela mesma rua e tentei a próxima. Meus pés estavam doendo muito e eu pensei seriamente em ficar de pés descalços até encontrar o bendito, porque facilitaria bastante na dor. Mas aguentei firme por mais um tempo.

Pensei em ligar para alguém vir me socorrer, mas achei que isso levaria ainda mais tempo para encontrar o carro e não ia me ajudar muito no momento, e eu só queria ir pra casa. Não vou nem comentar que eu estava morrendo de fome e com a barriga roncando já, então néam? Continuei caminhando e pensando “azar se tiver multa quando eu achar o carro, eu só quero arrancar esses sapatos do pé e já está ótimo”. Caminhei mais um bocado, já perdendo as esperanças de que estava na rua certa, quando finalmente avistei a maçaneta preta da porta do motorista, diferente das outras três, que são prateadas… O senhor ouviu minhas preces!

Me estiquei para ver se conseguia enxergar o painel do carro, mas não parecia ter nenhuma multa por lá… Meu tíquete já estava vencido por uns 20min. Obrigada, São Sebastião dos Tíquetes da Zona Azul, por não ter deixado nenhum fiscal de trânsito flagrar meu carro estacionado ilegalmente por uns minutinhos. Cheguei no carro, soltei minha sacola da Casa do Papel no banco do lado e arranquei o casaco de lã, porque eu estava morrendo de calor e todo suada. Coloquei o rádio no painel do carro, liguei o ar condicionado bem forte e saí o mais rápido que pude da vaga.

Sei que não foi a última vez que me perdi e vou me perder em Porto Alegre (acredite: isso acontece com mais frequência do que você pode imaginar), mas agradeço por desta vez ter dado tudo certo, sem nenhum prejuízo. Fiquei pensando em alguma solução para não perder mais meu carro, como um aplicativo tipo o “Buscar iPhone”, que fica apitando e te dá as coordenadas para onde ir. Acho que preciso de um app desses pra vida! Afe!

Mas tudo se resolveu… A reunião foi rápida, comprei algumas coisas que eu precisava na Casa do Papel, achei meu carro, mesmo com dificuldade, mas sem multa. Suspirei de alívio e fiquei rindo de mim mesma na volta para casa. Quando cheguei no meu quarto me dei conta de que meus sapatos ainda estavam no pé… Nota mental: da próxima vez eu vou de tênis. :smile:

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11 comentários em "Perdida em Porto Alegre…"
  • Se perder em Porto Alegre tudo bem… A cidade deve ter o que, mais de 7 dígitos de habitantes? Eu como smepre fui moradora de cidade pequenas sou um caso a parte. Já me perdi em Bragança Paulista, veja bem. Uma cidade que não tem nem 150.000 habitantes. Uma cidade onde todo mundo se conhece. Por essas e por outras que eu não posso dirigir.

  • Ai Fê, nunca me perdi em POA, mas acabo andando sempre mais do que o necessário, principalmente no centro! odeio essas quadras irregulares daqui! hahaha!
    agora, pegar ônibus/lotação errada, nessa arte sou fera! hhahahaha! passei vááários perrengues por causa disso!
    Beijo!

  • Guria!! Que sufoco. Eu já me perdi em Porto Alegre e olha que eu moro minha vida inteira aqui. E por incrível que pareça eu nunca me perdi em Canoas. E olha que eu to sempre lá…mas pensando bem Canoas me parece mais “organizada” no quesito ruas do que Porto Alegre, né? hahaha
    Que bom que tu achou o carro e sem multa! :)
    Beijo.

  • Ai gente, morri de rir! E não é porque isso aconteceu com você, mas porque não acontece SÓ com você! Ou seja, posso rir dos momentos que passo também!
    Eu sou péssima com orientação, nem Google Maps me ajuda, imagine GPS! Já me levaram para ruas inexistentes, já virei em ruas de mão única, é um caos! Prefiro pedir para meus irmãos verem no GM e aí sim eu seguir a orientação deles.
    Mas quem disse que sei usar outras ruas/atalhos a não ser o que me foi passado? Vixi, já passei desespero também Fer mas graças a Deus que não foi à noite. Mentira, uma vez foi à noite, estava sozinha no carro, fui me enfiando em ruas pra voltar pra casa e de repente me vi em uma BR! Achei que estava chegando em outra cidade. Que desesperador! Quando voltei o carro (pela BR) e encontrei um postinho merreca, pedi ajuda! Mas olha o perigo?

    Ai ai, nós mulheres… ;)

    Beijos!

  • Bãh, Fê… enquanto estava lendo seu post, lembrava quando estava perdida nesta mesma região. Sempre me perco entre o Shopping Total e a Pinto Bandeira, justamente por causa das ruas de mão única. Tu estaciona e nunca mais!
    Beijo!

  • Nossaaaa
    impossivel não rir com esse relato
    eu já me perdi muitas vezes em sao paulo, mas felizmente não no caso de perder o carro, e sim pegar onibus errados e ir parar em lugar que nao conheço. Minha salvação quando não sei o que fazer, é pedir informação de algum onibus para qualquer metro mais perto kkkkkkkk pq chegando em um metro eu já me sinto em casa.

  • kkkkkkkkkkkk’ sou má se eu disser que ri??
    mas, nem foi do que aconteceu contigo, pq fiquei lembrando das bilhões de vezes que já me perdi LOL
    nem tenho carro, dai é só perguntando para o povo/motorista onde é q o ônibus passa, ou aproveito para conhecer fortaleza de ônibus, se não consegui achar algum q vá para algum lugar q conheço uhulll ahsoaksoaksaok viu, tudo tem seu lado bom #aloka LOL

  • Meldels! Que saga!

    Juro que li o post quase sem respirar. Pensava que você nunca ia encontrar o carro. :O

    Isso nunca aconteceu (e espero que nunca aconteça) comigo. Perco a paciência muito rápido! Ou seja, iria xingar todo mundo que passasse por mim.

    Bjs!