7 de outubro de 2014

O livro “Como Eu Era Antes de Você” me fez pensar sobre a vida…

Deixa eu contar para vocês… Essa minha maratona literária não está com nada, viu? Hahaha! Este ano, eu tinha me programado para ler pelo menos um livro por mês, mas este é apenas o terceiro livro que termino em 2014 e já estamos em outubro… Façam as contas! Ano passado eu prometi que ia ler 12 livros até setembro, mas óbvio que não consegui… Tantas coisas para fazer e pouco tempo para fazê-las. Paciência!

Mas o que importa é que eu consegui terminar de ler mais um (aleluia, irmãos!) e agora eu venho aqui para contar a vocês sobre ele, pois a leitura mexeu muito comigo e me faz pensar na vida… De verdade. Eu sempre falo que só leio livros de mulherzinha, com temas mais descontraídos e bem alegres, pois não vejo sentido em ler algo triste, complexo e que me deixe deprimida. Mas “Como Eu Era Antes de Você” é um livro leve, gostoso de ler, e que traz um tema bem polêmico à tona: você aceitaria que alguém de sua família se matasse, pois se tornou tetraplégico?

"Como Eu Era Antes de Você", da Jojo Moyes

O livro conta a história de Louisa Clark, uma jovem britânica de 26 anos, que acaba de perder o seu emprego como garçonete em uma cafeteria de Tenby, uma pequena cidade no litoral oeste do Reino Unido. Após receber essa notícia inesperada, ela sai à procura de outros empregos na cidade, apesar de não ter muito estudo ou conhecimento técnico sobre qualquer coisa. Depois de algumas tentativas que não deram certo, oferecem-lhe uma vaga para ser a cuidadora de Will Traynor, um homem rico de 35 anos, que se tornou tetraplégico dois anos antes em um acidente de moto. Mesmo relutante em aceitar a vaga, ela acaba aceitando a proposta, pois precisava do dinheiro para ajudar com as finanças de casa, que não vão nada bem.

Os primeiros dias de trabalho foram um inferno. O homem era extremamente mal educado e a insultava constantemente. Depois de aguentar desaforos suficientes, ela começou a tratá-lo da mesma forma, não ligando para o fato de ele ser deficiente físico. Aos poucos, a relação dos dois começa a melhorar e ela se depara com mais um problema: descobre que ele pretende cometer suicídio assistido em uma clínica suíça em poucos meses, pois viver preso àquela cadeira não era a vida que ele queria para si. Diante disso, Louisa resolve criar um plano para fazer com que ele mude de ideia antes que seja tarde… E então ela marca em seu calendário a data em que tudo pode acabar: 12 de agosto de 2009.

A data limite: 12 de Agosto de 2009...

Apesar de ter um tema bem pesado, o livro não é cansativo e faz com que você não queira mais parar de ler… Não preciso dizer que chorei no final, certo? Mas acredito que a mensagem que o autor quis passar com a história é que precisamos aproveitar cada segundo de nossas vidas, porque não sabemos como será o dia de amanhã… E mesmo quando as coisas não estão muito bem, ainda é possível ter momentos felizes e aproveitar a vida com as pessoas que estão ao nosso lado. Deixando de fora a questão do suicídio assistido, porque acredito que cada caso é um caso, gostei muito da história, dos personagens e das reflexões que fiz enquanto virava cada uma das páginas de “Como Eu Era Antes de Você”.

Pensei muito sobre a fragilidade da vida, sobre as incertezas do futuro, sobre as casualidades do destino e sobre sorte e azar. No livro, Will Traynor teve a infelicidade de estar no lugar errado, na hora errada, sendo atropelado por uma moto enquanto esperava por um táxi na calçada, o que o deixou tetraplégico… Não sei porquê, mas eu sempre tive muito medo desse tipo de fatalidade. Quando estou caminhando na rua, sempre penso que um piano poderá cair sobre minha cabeça a qualquer momento (oi, muito desenho animado na infância?) ou que baterão em mim enquanto eu estiver dirigindo e eu não sobreviverei. Sempre tive medo de morrer, já tive muitas crises de pânico por conta disso e pensar nesse tipo de coisa nunca me ajudou de forma alguma…

Com o passar do tempo, eu aprendi a controlar os meus pensamentos negativos e agora tento sempre enxergar o lado positivo das coisas, por mais difícil que seja. Se algo de ruim acontecer comigo, quero ao menos saber que fui o melhor que pude e que fiz tudo o que estava ao meu alcance. Não quero ir embora daqui e deixar apenas arrependimentos, sonhos não realizados e histórias sem nexo. Quero fazer valer cada segundo, construir boas lembranças e ter a certeza de que nada foi em vão… Faz sentido?

O que estou dizendo é que este livro me deu (ainda mais) incentivo para viver intensamente. Correr atrás dos meus sonhos, lutar com mais convicção até alcançar meus objetivos, arriscar mais, não ter medo de mudanças, dizer às pessoas que amo o quanto elas são importantes, ser uma pessoa melhor e mais confiante. Não podemos planejar tudo para “algum dia”, temos que fazê-las agora. Às vezes é mais fácil adiar os planos e deixar para lidar com as dificuldades mais tarde, mas e se “mais tarde” for “muito tarde”?

Nunca é tarde demais para começar...

Acredito em criar oportunidades para que as coisas deem certo. E devemos fazer isso agora, pois a vida é uma só e ela passa rápido. Ou ela pode terminar antes do que imaginamos. É triste, mas é verdade. Portanto, sei que não posso demorar tanto para tomar decisões importantes, preciso fazer as coisas acontecerem agora, enquanto ainda dá tempo. Preciso colocar em prática esse tanto de ideias que, há tempos, estão rondando dentro da minha cabeça… E pra já!

Só para não deixar passar batido, indico muito a leitura desse livro… Gostei da escrita da autora e a dinâmica da história funciona muito bem, do início ao fim. É uma bela história de amor, ao mesmo tempo que um pouco triste, mas que provavelmente te fará questionar algumas decisões de sua vida… Leiam e me contem o que acharam! :)

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3 comentários em "O livro “Como Eu Era Antes de Você” me fez pensar sobre a vida…"
  • Acho difícil encontrar alguém que não ficou balançado com esse livro. Pode até não ter gostado, mas não ter parado pra pensar mais do que devia, duvido. O primeiro livro que eu li da Jojo foi “A última carta de amor” e dei 3 estrelas. Achei que ela enrolou muito. E foi lindo ver em “Como eu era antes de você” que ela pegou o jeito e arrebentou a boca do balão, como diria minha avó. Meu respeito por ela cresceu astronomicamente – ainda mais pelo final. Morri de medo dela amarelar e não fazer o que devia, mas ela fez, e eu, mesmo que chorando, não pude fazer nada a não ser bater palmas. Agora estou no fim de “A garota que você deixou para trás” e estou gostando bastante também, mas acho que nenhuma obra dela vai ser igual a “Como eu era antes de você”.
    Beijos!

  • Amo livros que exploram comportamento humano, por exemplo como Se Enlouquecer, Não se Apaixone.
    Um livro q tenho curiosidade de ler The Walking Dead, pq a série não aprofunda tanto no lado psicológico das coisas, mas não é apenas luta.
    Não gosto de pensar na vida como “sorte/azar”, mas sim de q as coisas acontecem, pq sempre q escuto essas duas palavras acho q as pessoas estão dizendo existem pessoas que nasceram p/ ter uma boa vida e pessoas que nasceram p/ sofrer. E q estão comparando sofrimento, como se existisse uma escala. Perder um emprego em uma escala de sofrimento é “X” e não passar no vestibular em uma escala de sofrimento é “Y.”
    Não acho que se deva comparar se uma pessoa sofre menos q outra, uma dor sempre é uma dor, não é algo q se dá comparar ou fazer escalas.
    Confesso, q ouve uma época (ok, não faz tanto tempo assim) q comecei a comparar quantas coisas de “sorte” e “azar” aconteciam comigo, sim eu comecei a tentar fazer uma tabela de quantas vezes uma coisa aleatória foi benéfica ou maléfica p/ mim. Percebi muitas coisas aleatórias acontecem no dia-a-dia, não é que antes eu era azarada/sortuda, mas sim q antes eu não percebia como MUITAS coisas q acontecem no dia-a-dia são coisas q podemos controlar.
    Ps: Mas, isso não é justificava p/ muito atrasado das pessoas kkkkk Se vc faz o mesmo caminho a meses a pessoa já deveria sabe mais ou menos o percusso, AS VEZES acontece alguma coisa.
    Sempre vou trabalhar em um evento dá raiva de saber q eles já planejam os eventos sabendo q a maioria do povo vai atrasar, nem é por causa do horário, mas sim pq as pessoas vão atrasar #fim. Não estou reclamando de quem organiza o evento, até pq eles estão certo, se sabe q vai atrasar então é melhor se organizar pensando nisso.

    ~ Voltando a comentar do livro kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Fico meio incomodada com alguns livro de romance e um dos personagem vai morrer, pq na maioria das vezes eles criam uma personagem muito dependente emocionalmente do outro personagem, sempre termino o livro tentar analisar se a pessoa vai “viver” depois da morte da pessoa amada. Ou se nunca mais a pessoa vai ter um relacionamento tão profundo = vai sempre chegar um momento do dia em q a pessoa vai chorar pq vai lembrar da pessoa q perdeu, acho muito triste p/ o personagem q perdeu a pessoa amada e para a nova namorada dele, pq se ela amar ele vai sofrer sabendo q ele nunca vai amar ela como amou a outra.
    Percebi q comecei a usar o termo masculino para a personagem q perdeu a pessoa amada e q usei o termo feminino p/ personagem q morre. Já percebeu q a maioria dos livros famosos sobre esse assunto é a personagem feminina q morre?

    Pronto, já acabei meu texto.

    Tchau!!
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  • Oi Fe!

    Nossa, eu enchi tanto seu saco perguntando quando voltava o confabulando que voltou e eu nem me toquei! Amei o layout novo! E tava aqui dando uma lida no que perdi quando me deparei com esse post! Eu li esse livro ano passado e me desidratei de chorar. Concordo com tudo que você disse, sobre pensar na vida e colocar coisas em prática. Esse livro me marcou muito. Eu jurei que seria mais um livro água com açúcar, mas não foi só isso não. Pretendo reler em breve!

    E Fe, agora eu tenho um blog também. Estou começando, tenho poucas coisas ainda, mas enfim, se quiser dar uma olhada quando tiver um tempo livre! :)

    Beijinho