18 de novembro de 2014

Me apaixonar ou não me apaixonar? Eis a questão.

Nos últimos dois anos, eu desisti dessa coisa toda de “amor de verdade” e tenho colecionado algumas paixonites, por aqui e por ali. Depois de algumas decepções amorosas que doeram bastante, preferi ser mais cautelosa e não deixar qualquer pessoa pisar em cima do meu pobre coraçãozinho. A verdade é que eu sou muito sensível em relação a romances e isso sempre me fez sofrer mais do que o necessário. Sempre me importei demais em fazer tudo da melhor forma possível e nunca recebi grande coisa em troca. Daí, sabe, cansei.

Desde então, resolvi focar minhas energias em outras coisas e aposentar o coração por algum tempo, já que nada estava dando certo mesmo. Comecei a cuidar mais dos meus próprios interesses, sem incluir acompanhantes nos meus planos. E tem sido ótimo, libertador.

A forma que eu achei para lidar com este vazio sentimental foi encontrar algumas distrações pelo caminho, apenas para passar o tempo. Tudo platônico, nada sério. Você vê a pessoa, flerta discretamente (ou nem isso), sonha acordado, aproveita o momento e depois de algum tempo reseta tudo, para não se apegar. O risco para mim em tudo isso é que eu costumo me apaixonar muito rápido, ou seja, às vezes até amores platônicos podem me magoar. Em alguns momentos, eu não sei muito bem distinguir o limite entre o imaginário e o real e me questiono se devo dar uma chance para que o sentimento cresça ou se continuo morrendo de medo de quebrar a cara de novo. E isso está acontecendo comigo agora.

Me apaixonar ou não me apaixonar?

Eu até quero me apaixonar de novo, o problema é que eu sempre escolho as histórias erradas, as pessoas erradas. E por mais que eu seja cuidadosa, eu sempre me machuco muito mais do que o esperado. Encontrar um grande amor não é minha prioridade agora, mas eu certamente investiria todas as minhas fichas se eu achasse que valeria a pena. O difícil é encontrar alguém que valha a pena hoje em dia… E eu não sei se eu tenho mais tanta força de vontade para correr atrás desta pessoa.

Não tenho medo de tentar, mas também não quero perder o meu tempo e me arriscar à toa. Quero alguém que me faça bem instantaneamente, que entre em sintonia comigo sem qualquer esforço, sem enrolação ou drama. Relacionamentos complicados não fazem mais parte da minha vida. Drama, só em livros e filmes. Em ficção, não na vida real.

Hoje em dia, fico com o pé atrás sobre abrir o meu coração novamente, de verdade. Desde 2012, meus sentimentos verdadeiros estão lacrados e está cada vez mais difícil alguém chegar até lá. Substituí o calor das minhas emoções por algumas pedras de gelo e a verdade é que eu só vou deixá-las derreter quando tiver a certeza de que, diante de mim, está alguém para colocar a mão no fogo, para dividir a minha vida, que me faça bem e que valha a pena ter por perto. Se for para acontecer, essa pessoa vai chegar na hora certa, sem que eu perceba o que está acontecendo, e tudo fará sentido. Será naturalmente, rápido e fácil.

Não posso dizer que não sinto a falta de ter um namorado. Estar apaixonado é delicioso e gostar de alguém que também gosta de você é melhor ainda. Mas eu não tenho pressa e sei que não preciso dessa pessoa para completar minha vida — ou ser feliz. Mantenho meus olhos sempre abertos, para o caso de eu avistar alguém que traga uma luz diferente para a minha vida, pois não quero perder a oportunidade de construir uma história a dois, romântica, sincera e intensa, igual a uma daquelas de livros, que a gente sonha que possa acontecer com a gente…

Talvez não aconteça comigo, ok. Mas não custa acreditar. Enquanto isso, opto por não me deixar apaixonar tão facilmente. Quero proteger minha sanidade mental e correr atrás de coisas que são muito importantes para mim neste momento. E se o príncipe encantado resolver aparecer neste meio tempo, por favor, venha com um cartaz luminoso, caso contrário eu posso achar que você é apenas mais um dos que eu não devo sentir nada mais do que uma atração casual. Combinado?

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5 comentários em "Me apaixonar ou não me apaixonar? Eis a questão."
  • Oi Fê…

    Você conseguiu ler meus pensamentos. Ultimamente me encontro na mesma situação. Me apaixono e me magoo, então prefiro nem começar. Até mesmo os fletes acabam sendo unilaterais, pois quase sempre duvido que alguém esteja falando sério, quando sinto algum tom de paquera no ar.

    Será que conseguiremos nos recuperar? Prefiro pensar que sim. Que em algum momento eu vou conseguir tirar a armadura que mantém as pessoas longe de mim, e me envolver verdadeiramente.

    Por enquanto, vou levando. Sem muitas expectativas. espero que possamos passar por essa fase ruim, e encontrar quem valha a pena.

    Beijos!!!

  • Nossa eu te entendo… E COMO eu te entendo… esse ano minha vida se bagunçou 90% por causa desse negócio que chamamos de amor… e agora to aqui toda bagunçada hahahaha

    mas eu acho que, como vc pode ver, nao está sozinha nessa, entao é melhor se cuidar e esperar o cartaz luminoso mesmo… sei lá, hj meu copo tá meio vazio…
    nao dizem que as coisas só acontecem na hra certa?

    afinal de contas, por mais q eu tenha sofrido, se eu nao tivesse namorado o Yuri nao teria passado uma tarde linda com vc e com a Ge <3
    e assim a gente vai levando, tirando o bom das experiencias ruins e deixando que venham mais, mas sem correr tanto atrás pra depois nao ouvir aquela vozinha que diz "eu te avisei…"

    boa sorte pra nós e que o amor chegue de carro, pq cavalo demora muito

  • Nossa, I totally relate to this! A última decepção veio do meu último relacionamento, que foi o que mais mexeu comigo. Cheguei à conclusão de que parei a minha vida em prol de relacionamentos. Me pergunto hoje: onde cheguei? o que quero fazer? onde quero ir? quais são minhas metas? E não tenho resposta pra nada disso. Me anulei, nunca fiz planos pra mim mesma e hoje tô aqui na estaca zero e perdidinha.
    ” Comecei a cuidar mais dos meus próprios interesses, sem incluir acompanhantes nos meus planos.” – é o que tenho feito nos últimos meses. E é libertador mesmo. Conhece o “perdi-me dentro de mim pois eu era um labirinto e hoje, quando me sinto, é com saudades de mim”? Nunca fez tanto sentido na minha vida e tô correndo atrás para me encontrar, finalmente.
    Eu AMEI esse post e bora fundar um clubinho das traumatizadas auto-suficientes <3

  • Oi, Fê!

    Acredito e sempre acreditei que a gente não precisa de muita coisa pra ser feliz, tampouco de uma pessoa ao nosso lado. É claro que de vez em quando sentimos falta da pessoinha, mas é só manter o foco em outros planos.

    Eu também estou passando por essa mesma fase (!) de pensar trocentas vezes antes de entrar em algum relacionamento. Até mesmo na hora de procurar alguma distração eu tomo cuidado, pois me apaixono fácil, daí quando vejo que não tem futuro, já corto contato por um tempo.

    Dizem que as coisas difíceis são as melhores, então bora continuar aguardando, mas nos policiando para não criar expectativas (o que é quase impossível, né?!) )

    Bjo!

  • Ei Fer, tudo bom?
    Talvez as pessoas estejam certas quando dizem que é só parar de procurar um grande amor que você encontra… quem sabe??
    E sobre o 1989, vai dando chance pra ele aos poucos e ligando ele de plano de fundo no seu quarto, quando for fazer alguma coisa, sem ficar necessariamente prestando atenção pra ver se gosta… ouvindo assim, sem querer, de quando em quando, rapidinho ele te assola como fez comigo, hahaha!
    Beijo!