17 de agosto de 2017

Emoção em dobro: Lifehouse e Switchfoot ao vivo

Dia 2 de agosto foi um dia épico na minha vida! Um dia pelo qual eu esperei muitos e muitos anos, para falar a verdade. E foi exatamente como deveria ser: inacreditavelmente maravilhoso.

Quando eu recebi o aviso do Bandsintown dizendo que o Lifehouse ia fazer show em Toronto em alguns meses, eu quase surtei. Minutos depois, quando eu abri o aplicativo para ver mais detalhes sobre o show, eu descobri que o Switchfoot estava fazendo esta turnê, chamada “Looking For Summer”, junto com o Lifehouse. Pronto, daí eu surtei de vez mesmo. Eu comprei o ingresso no primeiro dia da pré-venda, óbvio, e garanti a minha presença nessa dobradinha maravilhosa de shows. A parte ruim foi ter que esperar os 4 meses para a data do show… Ai, meu coração.

Lifehouse & Switchfoot: Looking For Summer Tour

O Lifehouse é uma das minhas bandas favoritas de todos os tempos e fez parte da trilha sonora da minha vida durante minha adolescência. Há anos, o item “Ir a um show do Lifehouse” está na minha bucket list e eu custei a acreditar que, finalmente, conseguiria riscá-lo de lá. A espera foi longa, mas o dia D finalmente chegou. Item riscado, show aprovado.

Naquela quarta-feira, eu estava agendada para trabalhar na Starbucks das 12h às 17h, então o plano era cumprir o meu turno no trabalho e ir direto para o show. Após 5h de pé, eu fui caminhando até o local do show, um clube chamado Rebel, o que deu cerca de uns 40min. Beleza, sem problema algum. Chegando lá, fiquei cerca de 1h em pé na fila, esperando para entrar. O lugar ainda não estava lotado, o que foi ótimo, porque eu consegui ficar relativamente perto do palco. Esperei por mais 1h de pé, até o show de abertura começar… Só nestas preliminares para o show, foram mais ou menos 8h de pé e minhas costas e meus pés já estavam me matando. Coluna torta dos infernos!

O show de abertura foi feito pela cantora de pop alternativo de Boston, chamada Brynn Elliott. As músicas da moça até eram bem boas, mas eu só queria saber dos próximos shows da noite. Hahaha! Trinta minutos depois, ela deixou o palco e o pessoal da produção do Swicthfoot entrou para preparar os equipamentos e fazer a passagem de som. Mais de trinta minutos de espera e eles subiram ao palco. Aleluia!

Switchfoot ao vivo

Eu assisti o Switchfoot ao vivo pela primeira vez em junho de 2009, quando morei aqui em Toronto durante o meu intercâmbio. Lembro-me de ter curtido muito eles ao vivo e sabia que esse segundo show não seria diferente. E foi phoda! Eles tocaram poucas músicas que eu conhecia, pois o setlist da turnê trazia músicas dos álbuns mais recentes, que eu ouvi pouquíssimas vezes. Acho que eles devem ter tocado apenas umas 3 ou 4 músicas que eu conhecia e, mesmo assim, foi incrível. O Jon Foreman, vocalista da banda, tem uma daquelas vozes incríveis, que pode cantar a lista telefônica e tudo soa maravilhoso. Eles tocaram “Meant To Live”, um dos maiores hits da banda, e a lindinha “Dare You To Move”, uma das minhas músicas favoritas da vida. E daí foi a hora de eu cantar a plenos pulmões! :cute:

Jon Foreman, do Switchfoot
Jon Foreman, no meio da plateia, cantando “When We Come Alive”

Outra parte incrível do show foi quando o Jon Foreman pulou para dentro da área da plateia e parou para cantar bem na minha frente. Amigues, vejam bem, bem na minha frente. Inacreditável! Eu consegui filmar um pouquinho, o vídeo está no Instagram. Alguns minutos depois, o Jon se jogou na plateia para um mosh e veio (de novo) na minha direção. Eu estava filmando, então coloquei o braço para baixo para não perder o celular, quando ele passou por cima de mim. Eu coloquei minha outra mão para cima e segurei as costas e depois as pernas dele — e senti vontade de passar a mão na bunda dele ou dar uma apertada, mas eu sou uma moça comportada e não fiz isso. Em resumo, foi incrível. Um dos melhores shows da turnê, conforme o Jon anunciou no Twitter minutos mais tarde…

O show do Switchfoot não chegou a durar 2h, mas foi espetacular. O menino que estava do meu lado até comentou comigo que foi um dos melhores shows da banda que ele já foi e estava bem faceiro também. Mas a parte boa mesmo ainda estava por vir: Lifehouse, ao vivo, naquele palco em poucos minutos.

Lifehouse

Quando a banda apareceu, mais de meia hora depois, eu não acreditei nos meu olhos. Ver Jason Wade ao vivo foi extremamente surreal. Eu não conseguia parar de sorrir — alguém me belisca? Quando ele entoou as primeiras notas da primeira música, eu não acreditei nos meus ouvidos… IS THIS REAL LIFE? Gente, eu acho que eu entrei em transe, de verdade. E confesso que eu nunca senti isso em nenhum outro show que eu fui… Talvez foi porque ele estivesse tão perto de mim e a banda signifique tanto para mim. Acho que foi algo parecido com o que senti quando vi o Taylor Hanson na minha frente, uma pá de anos atrás. Você fica sem reação, perde os sentidos — e a sensação é ótima!

Lifehouse ao vivo

Eles tocaram músicas mais recentes e também músicas mais antigas — eu conhecia a maioria delas. Eu fiquei dormente por algum tempo, olhando sem acreditar, e só depois comecei a curtir o show de verdade. Quando a banda começou o solinho de abertura de “Sick Cycle Carousel”, a primeira música da setlist que eu conhecia, e um dos singles mais antigos da banda, foi explosivo. E daí para frente só ficou melhor…

Lifehouse ao vivo

O Jason Wade tem uma voz aveludada, um tanto rouca, e soa absolutamente incrível ao vivo. Parece até que você está ouvindo a música direto do CD, sabe? Perfeita. E outra coisa de extrema importância: ele é mega simpático — conversa com a plateia, agradece, sorri bastante e faz introduções ao tocar as músicas. Por várias vezes, os outros integrantes da banda saem do palco e deixam ele sozinho, para cantar ao som do violão ou baixinho com a guitarra. Para falar a verdade, eu não lembrava o nome dos outros dois caras da banda — pois o Lifehouse se resume em Jason Wade para mim, assim como o Dashboard Confessional se resume em Chris Carrabba e tal.

Jason Wade, do Lifehouse
Jason Wade e seu boné horroroso… Hahaha!

Falando sério: este foi um dos melhores show da minha vida, sem sombra de dúvidas. Passei vários dias reassistindo os vídeos do show e sorrindo como uma idiota ao me lembrar das músicas que foram tocadas. Sem palavras, gente. Eu espero que todo mundo tenha a oportunidade de algum dia ir a um show de uma de suas bandas favoritas e tenha uma experiência tão maravilhosa como a minha. Foi fantástico, excelente, incrível, espetacular, esplêndido, surreal, épico.

O que posso dizer é que valeu as 12h — sim, 12h — que fiquei de pé para poder presenciar cada momento daqueles dois shows… Faria tudo de novo, qualquer dia a qualquer hora. Foi o melhor dia do ano! Um dos momentos da minha vida que vou levar no coração até o último dos meus dias. Tudo o que eu posso fazer agora é esperar que eu possa viver tudo isso de novo, algum dia. Volta, Lifehouse!

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3 comentários em "Emoção em dobro: Lifehouse e Switchfoot ao vivo"
  • Lifehouse é maravilhoso, quase chorei quando os vi pela primeira vez, super de perto, em NYC, mas ver o show completo é outra coisa. O que é You and Me com aquelas luzinhas? E quando a banda volta em Everything??? Nunca vou esquecer <3

    O baterista é o Rick, que vem com o Jason desde o começo, vira e mexe toca pros Goo Goo Dolls ou pro Matchbox 20 e seria o SONHO MAIOR DA VIDA DO UNIVERSO ver as 3 bandas juntas numa turnê! E o baixista é o Bryce, que mais posta nas redes da banda (inclusive super indico segui-lo pra ver bts deles ;) e canta Wrecking Ball e a maravilhosa Stardust (que na verdade era da Komox, a outra banda dele) <3

    Mas agora que está em Toronto vai ter muito mais oportunidades de ver bandas legais!

    • oie vy! sim, eu sempre lembrava de você falando que ver lifehouse ao vivo foi épico e sonhava em conseguir realizar esse desejo também. graças a deus, o dia chegou. foi realmente incrível! eu custei a assimilar que eu estava lá, assistindo o show de verdade. sim, lembro que o baterista carequinha é da formação original por conta das fotos de divulgação da banda ao longo dos anos. lembrava do baixista, mas realmente não sabia o nome dele, até o jason falar durante o show… inclusive, o bryce cantou “pride (in the name of love)” do u2 e foi ótimo! ele tem uma voz muita boa — mas nada em comparação com a voz do jason, obviamente. enfim, espero que eles voltem para toronto logoooo, pois já quero vê-los ao vivo de novo! <3 <3 <3
      beijocas

  • Eu ainda não tinha visto o layout novo do blog, que lindo, Fê!
    Tô comentando nesse post em específico porque acabo de postar sobre isso tbm: show de alguém que gosto por demais <3
    E eu não sabia que você estava trabalhando na Starbucks. Por algum motivo achei que estava trabalhando em alguma loja de roupa.
    Adoro as sinceridades de que voce sentiu vontade de passar a mão na bunda do moço AHAHAH
    Infelizmente sem datas pra Lifehouse no Brasil ainda. Penso que vou chorar feito bebê ouvindo You And Me e Everything. Smallville fez parte da minha vida, definiu muito de quem eu sou e Lifehouse tá intrinsecamente ligado a momentos extremamente emocionantes da série, não tem como!
    Um beijo, Fê!