16 de agosto de 2016

A onda das lojas de fast fashion

De uns tempos para cá, as lojas de fast fashion estão tomando conta do mundo da moda… O que eu até acho bem válido, de certa forma. Por definição, fast fashion são lojas que apresentam novas coleções de roupas frequentemente, retirando os itens de baixa procura, repondo os itens mais comprados e investindo em peças novas com as últimas tendências da moda. A intenção é justamente esta: ter coleções de roupas atuais e relevantes, mantendo a consistência da marca e os consumidores satisfeitos com os produtos adquiridos.

Lá no exterior, isso já é bem comum há tempos. É aquela velha história, néam? As coisas sempre demoram para chegar no Brasil… Mas o que importa é que elas chegam e agora, cada vez mais, temos lojas seguindo este mesmo padrão de varejo, com roupas mais bonitas, modernas e que seguem as últimas tendências apresentadas nos desfiles de moda pelo mundo inteiro.

Zara (Fast Fashion)
Zara, considerada como ícone das lojas de fast fashion…

Algumas marcas conhecidas que se enquadram como fast fashions são: Zara, Forever 21, H&M e Gap. Aqui no Brasil, algumas representantes desse padrão são: C&A, Riachuelo, Renner, Marisa e Hering. Outras lojas locais e não tão renomadas também estão aderindo a esta tendência, o que anda bem evidente nas vitrines de shoppings e centros comerciais.

O único problema, ao meu ver, é que roupas nesse nicho de mercado não têm muita qualidade. São peças com preços mais acessíveis, justo para impulsionar um maior volume de vendas, que são entregues aos consumidores pouco tempo após o lançamento da tendência… Ou seja, você compra a peça com design atual e cheia de estilo, paga pouco por ela, usa-a algumas vezes e a substitui por uma outra nova em alguns meses. O ciclo é curto e rápido. Dessa forma, as lojas vendem mais, os consumidores gastam menos e todo mundo fica lindo e maravilhoso!

Forever 21 (Fast Fashion)

Bom, não é tão simples assim.

Essa questão das fast fashions tem gerado um burburinho na mídia. O fato é que o aumento de consumo dessas roupas incentiva o trabalho escravo, já que as peças precisam ser produzidas a um baixo custo. Além disso, o aumento da produção de vestuário eleva a emissão de carbono na atmosfera e as fibras utilizadas nas roupas levam cerca de 200 anos para se decompor. Como as peças são produzidas e descartadas com mais rapidez, esse problema se torna mais crítico com o aumento do consumo, de forma geral. Problemas ambientais à parte, essa ideia de fast fashion seria muito boa se as roupas realmente durassem um pouco mais.

Atualmente, eu tenho pensado duas vezes antes de comprar roupas desse tipo. Eu não gosto de gastar muito com roupa (oi, eu prefiro usar o meu rico dinheirinho em mais viagens e shows?), então às vezes as fast fashion vêm a calhar bastante. Mas me irrita um pouco o fato de usar uma peça duas ou três vezes e ela já estar toda torta e se desmantelando… #chateada

Riachuelo (Fast Fashion)

É preciso ser crítico ao escolher o que comprar e o que não comprar. Verificar bem a qualidade das peças antes de voar para o caixa também é uma ótima saída. Não invista muito dinheiro em itens que você deseja que durem por anos, porque provavelmente você vai se frustrar… Blusas, camisetas, tops, shorts, pijamas e acessórios são opções seguras. Não são itens tão caros e são substituídos com mais frequência, normalmente. :wink:

Além disso, é preciso ressaltar que o preço das fast fashion gringas aqui no Brasil também não ajuda muito… Mesmo sendo lojas “acessíveis”, os preços são salgados. Enquanto uma calça jeans custa $7 na Forever 21 nos Estados Unidos, ela custa em torno de R$60 aqui no Brasil. De novo, é preciso ser muito crítico. Com os impostos desse jeito, até o barato sai caro. É dose!

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