11 mai 2016

Seriado: Supergirl

Postado às 17:31 | 4 comentários
Categorias: Seriados

Desde que foi lançado, em outubro de 2015, o seriado Supergirl foi adicionado mentalmente à minha watchlist. Eu demorei para baixar e assistir os episódios, mas assim que iniciei a maratona de Supergirl, terminei a primeira temporada rapidinho... Ao meu ver, a história não evoluiu muito e não tem uma trama muito bem definida, mas os personagens são tão cativantes, que eu nem me importei com isso. Eu queria saber o que ia acontecer e continuei assistindo, episódio atrás de episódio. Eram 20, mas quando eu vi, já estava no último.

Supergirl

Kara Zor-El (Melissa Benoist) nasceu em Krypton e, aos 13 anos de idade, foi enviada à Terra por seus pais, Zor-El e Alura, para sobreviver à destruição do seu planeta e proteger seu primo Kal-El, que ainda era um bebê. Devido à explosão de Krypton, a nave em que ela estava foi desviada de sua rota original e entrou na Phantom Zone, uma dimensão paralela de Krypton, por onde ficou aprisionada por 24 anos. Durante este período, o tempo congelou para Kara e, portanto, quando sua nave conseguiu escapar de lá e chegar na Terra, ela ainda tinha seus 13 anos.

Kal-El, agora adulto e já conhecido como Superman, resgata Kara em sua nave e a leva para ficar aos cuidados da família Danvers, que a adota como filha prontamente. De acordo com o que sua mãe havia explicado antes de sua partida de Krypton, assim que chegassem à Terra, Kara e Kal-El teriam superpoderes, devido à influência do sol amarelo. Como sua missão na Terra era proteger o seu primo bebê — que agora já não precisa mais de nenhum tipo de proteção — Kara resolve esconder seus poderes e viver uma vida normal, como uma criança normal.

Supergirl

Nos dias atuais, Kara Danvers tem 24 anos e trabalha como assistente pessoal da empresária Cat Grant (Calista Flockhart), dona da empresa Catco Worldwide Media. No entanto, quando o avião em que está sua irmã adotiva Alex Danvers (Chyler Leigh) sofre um acidente e está prestes a cair, Kara decide assumir seu papel como heroína, salvando todos à bordo, e começa a usar as suas habilidades para ajudar pessoas que estão em perigo.

Supergirl

Melissa Benoist no papel de Kara Danvers

Supergirl

A empresária Cat Grant, interpretada pela atriz Calista Flockhart

Supergirl

Kara com seu melhor amigo Winn Schott Jr. e sua irmã adotiva Alex

A aventura começa quando ela se transforma em Supergirl e sua irmã revela a ela que trabalha para uma organização secreta chamada DEO, que protege a cidade contra alienígenas e outros seres perigosos. Com a ajuda de Kara, agora Alex e seu chefe Hank Henshaw (David Harewood) aprisionam criaturas do mal e salvam a população de grandes catástrofes.

Supergirl

Alex Danvers e Kara Danvers, em uma de suas missões do DEO

No seu ambiente de trabalho, Kara conta com a ajuda do seu melhor amigo tudo-de-bom Winn Schott Jr. (Jeremy Jordan) e o mais novo diretor de arte da Catco, James Olsen (Mehcad Brooks), conhecido por ser amigo do Superman, ou Clark Kent, e ex-fotógrafo do jornal Daily Planet. E é óbvio que, neste cenário, temos um triângulo amoroso. Resumindo: Winn gosta de Kara, Kara gosta de James e James não sabe o que quer da vida... Quero deixar bem claro desde já que eu sou #teamwinn, ok?

Supergirl

Kara com os amigos e colegas de trabalho Winn Schott Jr. e James Olsen

Supergirl

Kara e Winn Schott Jr.

Supergirl

Kara e James Olsen

Duas grandes ameaças estão colocando National City em perigo: o empresário megabilionário Maxwell Lord (Peter Facinelli), que tenta expor a verdadeira identidade de Kara ao mundo, e os vilões fugidos da prisão kryptoniana Fort Rozz, incluindo sua tia materna Astra (Laura Benanti) e seu esposo Non (Chris Vance). E, no meio de toda essa confusão, Kara e Alex ainda descobrem que o chefe do DEO, Hank Henshaw, é na verdade um marciano chamado J'onn J'onzz.

Supergirl

Eu gostei bastante da primeira temporada... Achei que a história precisa ficar mais interessante, ter uma trama mais bem definida, mas tenho certeza que nas próximas temporadas isso vai ser intensificado. Em um dos episódios dessa temporada de estréia, tivemos a participação do Barry Allen (Grant Gustin), nosso queridíssimo The Flash, em um crossover entre os dois seriados. Foi bem legal; espero que eles façam mais vezes...

Supergirl

Crossover de The Flash e Supergirl, com a presença do ator Grant Gustin como Barry Allen

Também estou torcendo imensamente para trazerem o próprio Clark Kent para a história, que por enquanto tem se comunicado com Kara apenas por mensagens instantâneas. Quero a dupla dinâmica Supergirl & Superman em algum episódio. Ainda não consegui me desligar da imagem do homem de aço de Smallville, interpretado pelo ator maravilhoso Tom Welling. Mas ó, topo até que seja ele! :wink:

Alguém também assistiu ou está assistindo o seriado? O que estão achando? Estão shippando Kara e Winn como se não houvesse amanhã? Meodeus, o que foi essa cena? Clica aí ó e chora comigo... Foi muito para o meu coraçãozinho. #mimimi

Que a segunda temporada venha logo, porque ó... :love:

Supergirl

Já estou shippando fortemente...

Curiosidade: a atriz que interpretou a Kara em Smallville, Laura Vandervoort, fez uma participação especial em Supergirl na pele da vilã Indigo (Brainiac 8), aparecendo em três episódios da série.

07 mai 2016

"Girl On Fire", o álbum acalorado da Alicia Keys

Postado às 19:59 | 2 comentários
Categorias: Música, No Meu Player

Eu adoro Alicia Keys! Como não amar essa mulher? Acompanho o trabalho dela desde "Fallin'", o primeiro grande sucesso de sua carreira. O último álbum, "Girl On Fire", lançado em novembro de 2012, chegou #nomeuplayer ano passado e ficou por lá muito tempo. Hoje, eu venho trazer um pouquinho para vocês desse som maravilhoso, cheio de emoção, solos de piano e vocais poderosos em ritmo de soul e R&B.

"Girl On Fire", álbum de Alicia Keys

O álbum da cantora norte-americana, natural de Nova Iorque, foi lançado pelo selo RCA Records e contém 13 faixas. "Girl On Fire" vendeu 159 mil exemplares em sua primeira semana de venda nos Estados Unidos e recebeu boas críticas da mídia. Além da música que dá nome ao álbum e ficou mundialmente conhecida, "Girl On Fire", outros quatro singles foram lançados nos meses seguintes ao lançamento do seu quinto álbum de estúdio. Mesmo após 4 anos, este é o último trabalho oficial de Alicia... Então vamos a ele!

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Girl On Fire (2012)

"Girl On Fire", álbum de Alicia Keys

De Novo Adagio (Intro) :star1: :star1: :star1: :star0: :star0:
Como de praxe, todos os álbuns da Alicia Keys iniciam com um solo de piano. Geralmente, estas "intros" dos álbuns têm melodias lindas e bem marcantes. Não é diferente com esta... A faixa tem pouco mais de 1min e é bastante delicada. Destaque para as notas mais agudas da melodia, que marcam os trechos da música de forma quase poética.

Brand New Me :star1: :star1: :star1: :star1: :star0:
E então começamos o álbum, de fato. "Brand New Me" inicia suavemente com um solo de piano e notas aveludada da voz da Alicia Keys. A música se mantém quieta até quase o final e explode somente quando chega na ponte. A voz da Alicia chega a ficar rouca neste momento (adoroooo!) e depois suaviza de novo... A música encerra graciosamente, da mesma forma como começou. A letra da música fala sobre a vida pessoal da cantora e o momento que estava vivendo... Um novo álbum, um som mais intenso, mais íntimo, uma nova pessoa, uma nova Alicia.

When It's All Over :star1: :star1: :star1: :star0: :star0:
A terceira música do álbum é bem marcada com batidas de pratos metálicos e sons sintéticos. Em algumas partes, podemos ouvir o som do piano, mas a ênfase fica toda na voz da Alicia Keys. A melodia brinca com altos e baixos, acalmando um pouco no refrão. A parte final é ótima, com os gritos característicos da cantora. É uma música boa, mas sem muito destaque em relação às outras. A faixa tem participação do filho da Alicia, Egypt.

Listen To Your Heart :star1: :star1: :star1: :star0: :star0:
Novamente, mais uma faixa sem muito destaque. Ela segue a mesma linha da anterior, focando a melodia na voz da Alicia, acompanhada de sons sintéticos e batidas insistentes. O refrão embala um pouco e dá mais corpo à música, mas não evolui muito mais. Esta é, provavelmente, uma das músicas mais neutras do álbum.

New Day :star1: :star1: :star1: :star1: :star1:
E então chegamos em "New Day", mais um dos singles do álbum. E, na minha opinião, uma das melhores músicas deste quinto trabalho da Alicia Keys. O ritmo da música é bem contagiante e te deixa com vontade de dançar. O início é marcado com batidas de percussão e gritos com as iniciais da cantora, "AK". Quando a voz entra, apresentando o refrão, a música começa a embalar de vez... Ouso dizer que essa faixa tem pitadas eletrônicas, com uma vibe dançante. A letra fala sobre se sentir bem, novos começos e força de vontade para nunca desistir. É uma canção bem para cima, animada e que te faz querer levantar da cadeira. Ou cantar bem alto!

Girl On Fire (feat. Nicki Minaj) :star1: :star1: :star1: :star1: :star1:
Com participação da cantora Nicki Minaj, "Girl On Fire" começa com versos de rap e uma batida bem marcada de percussão. Depois a Alicia entra com sua voz aveludada, encorpando um pouco mais a música e trazendo a melodia que conhecemos tão bem. O refrão, com suas notas longas e agudas, é o destaque da música, obviamente. Eu gosto bastante da ponte da música, que fala um pouco mais sobre essa "mulher em chamas" e sua força. Adoro o final, quando a Alicia canta o último verso acapella. E ah, prefiro a versão sem a participação da Nicki Minaj, que é a do clipe abaixo. E só para constar, me identifico muito com a letra da música... Lalala!

Fire We Make (feat. Maxwell) :star1: :star1: :star1: :star1: :star0:
Se você já conhece a Alicia Keys, essa música vai te fazer lembrar das músicas do primeiro álbum dela. Ela tem um pegada muito forte de R&B, bem calma e gostosa de ouvir. A voz dela está mais suave do que nunca, "arrastada" daquele jeito que só ela sabe fazer... A voz do Maxwell também segue no mesmo clima, deixando a música ainda mais doce — se é que isso é possível. A canção inteira é acompanhada por sons de palmas (ou algo parecido com isso). Os solos de guitarra, as marcações no piano e os sopros de saxofone deixam a melodia ainda mais bonita. Incrível!

Tears Always Win :star1: :star1: :star1: :star1: :star1:
A oitava música do álbum é "Tears Always Win", mais uma das minhas favoritas. Ela começa com um solo bem característico de piano, que marca a música inteira com uma melodia gostosa. O refrão é delicioso e a voz da Alicia não deixa a desejar em momento algum. É uma música triste, mas a energia que ela passa é boa. A letra fala sobre a saudade de alguém que já não está mais por perto e sobre as lágrimas que sempre acabam escorrendo. Não sei nem explicar direito, clica no play aí embaixo e escuta... São 4min de coisas boas, eu garanto a você.

Not Even The King :star1: :star1: :star1: :star1: :star1:
Apesar de ter sido lançada como faixa promocional e de ter até tocado nas rádios aqui no Brasil, "Not Even The King" não é um dos singles deste álbum da Alicia Keys. O que é bem injusto, já que a música é tão intensa. A faixa é composta apenas de voz e piano e tem uma melodia belíssima, de verdade. A letra fala sobre as riquezas da vida e sobre como a felicidade não está atrelada a isso. Para variar, a ponte da canção é linda, principalmente quando a voz dela fica sussurada em alguns momentos... Certamente, é a música mais bonita do álbum, tanto melodicamente quanto pela letra. Kudos, Alicia. Kudos!

That's When I Knew :star1: :star1: :star1: :star1: :star1:
Esta é, sem dúvidas, a minha música favorita do álbum. Ela inicia com um solo de violão baixinho e a voz doce da Alicia. A música continua delicada até o final, quando ela solta alguns gritos mais roucos e apaixonantes — faleço sempre que escuto. Eu ouvi essa música em loop por semanas, porque ela descreve exatamente o que eu sentia na época... Ah, se o crush soubesse. Nem sinto mais nada por ele, mas na época foi intenso. Hahaha! Obviamente, a música tem um significado especial para mim, mas isso não muda o fato de ela ser belíssima e gostosa de ouvir.

Right there
In a middle of a conversation
Wasn't anything special you said
It was just there

Right then
I didn't have time even over think it
I looked at you and all of a sudden
I was all in

It's like my knees are all weak and them butterflies
They were dancing taking all of my air
From that moment on it was very clear

That's when I knew I fell in love
That's when I knew you were the one
That's when I knew you stole my heart away from me
That's when I knew that I was sunk
That was the moment that I knew I was in love
That's when I knew, that's when I knew, that's when I knew

Limitedless :star1: :star1: :star1: :star1: :star0:
A décima primeira música do álbum tem um ritmo de música do guetto, se é que isso faz algum sentido. "Limitedless" é ritmada com instrumentos de percussão e tem frases bem marcadas em versos regulares. É tranquila, mas gostosa para dançar. Por conta dos vocais de apoio, ela parece ser uma canção do tipo "Olodum meets Gospel". Mas isso não é algo ruim, a música é boa. Não chega a ser especial, na minha opinião, mas ela tem o seu lado bom também.

"Girl On Fire", álbum de Alicia Keys

One Thing :star1: :star1: :star1: :star0: :star0:
Essa faixa é calma, quase uma balada. Ela inicia com um combinho de guitarra e piano, revelando (mais uma vez) a voz aveludada da Alicia. No segundo verso, passamos a ouvir batidas de bateria e a música se encaminha para o refrão. Ela se mantém discreta e simples até o final, com falsetes e sussurros por todos os lados. A melodia é bonita e a letra relata um amor abandonado e como este outro alguém não o valorizou da forma devida. Aquela "única coisa"...

101 + Hidden Track :star1: :star1: :star1: :star1: :star0:
E para fechar o álbum, voltamos novamente para o duo de voz e piano... "101" é uma linda, cheia de emoção, sentimentos e esperança. De coração aberto, ela fala sobre alguém que a machuca, mas de quem ela não consegue se afastar... É uma música sobre dor, fé e amor. E o álbum então encerra com a faixa escondida, que inicia aos 4'30'' da música. São algumas frases soltas, sendo acompanhadas por um solo de piano, sons sintéticos, batidas marcantes e gritos ao longe. A voz da Alicia está bem "rasgada", passando a impressão de que o álbum foi encerrado com esforço, mas que deu tudo certo no final.

Provavelmente, não diria que é o melhor álbum da Alicia, mas tocou por meses no rádio do meu carro... Adoro a voz dela e acho que ela sempre capricha muito nas melodias e na maneira como expõe sua voz nos versos e palavras que canta... Ela é uma artista única, talentosíssima e que promete trazer ainda muita coisa boa para nós.

No próximo semestre, teremos a honra da sua presença no reality show americano The Voice, onde será uma das treinadoras do programa. Estou ansiosíssima para conhecer um pouco mais dessa mulher incrível. Porque, Alicia, nem te conheço, mas te acho espetacular, viu? :wink:

06 mai 2016

Quando desistir não é uma opção...

Postado às 12:38 | 7 comentários
Categorias: Pessoal

Desistir é algo que eu não sei fazer muito bem. Sou teimosa, sou persistente, sou paciente. Não me importo em esperar para que as coisas se resolvam da melhor forma possível. Muitas vezes, pode parecer que eu simplesmente desisti, mas não... Estou apenas dando tempo ao tempo, aguardando a hora certa chegar. Esperando que o universo gire e me traga uma outra solução.

Os últimos cinco meses têm sido uma prova disso... Eu prometi que ficaria quieta no meu canto, que não insistiria em algo que não estava funcionando para mim naquele momento. E promessa é dívida... Tem sido difícil, mas eu sou forte e não me deixo abater por qualquer coisa. Sim, dói. Sim, às vezes eu fico triste, mas eu sei que algo maior está vindo em minha direção.

Desistir não é uma opção...

Algo importantíssimo que aprendi com o tempo é que, nem sempre, algo diferente do esperado ou não planejado é algo ruim. Por vezes, é o que a gente precisa para quebrar o encanto de algo que nos deixa vidrados, para que possamos olhar para os lados, ver outras paisagens e querer conquistar coisas ainda melhores. E isso também não é desistir, é traçar voos mais altos...

Mas, no fundo, lá no fundo, o coração sabe o que ele quer... Sonhos verdadeiros não vão embora com facilidade. Mesmo após uma queda feia, encontramos forças para levantar e tentar de novo. E ninguém vai me fazer desistir do que eu realmente quero, porque desistir nunca é uma opção. Guardo meus desejos e esperanças lado a lado, para que me guiem pelos melhores caminhos, por mais longos que sejam.

Aprendi também que parar de insistir ou silenciar uma vontade ou sentimento também não é desistir. Sei disso porque seria impossível dizer que desisti de algo que eu penso todo dia, seja quando acordo ou quando estou indo dormir. Aceitar que algo não deve acontecer no momento em que desejamos não é desistir. A vontade continua lá, porém temos que entender que nem sempre a hora que julgamos certa é, de fato, a hora certa. Tudo acontece quando e como deve acontecer. Forçar situações não adianta nada, porque não teremos a garantia que dará certo.

Sendo assim, eu recuei... Uma, duas, três, inúmeras vezes. O que é meu está guardado. Esperei até agora, não me importo de esperar um pouco mais. Eu sei que o que quero e eu sei que vou conseguir, mesmo que aconteça diferentemente de como eu imaginei com minha criatividade gigantesca. O que é bom, porque eu gosto de surpresas, de ser surpreendida. Vou esperar até quando for preciso... E o que eu faço agora é torcer para que isso chegue a mim o quanto antes. E que chegue na hora certa.

Desistir não é uma opção...

Sei que com o tempo me tornei uma rocha, menos maleável, mais fria. Mas, quero que saibam, que foi preciso. Foi a forma que encontrei para me manter segura, resistente, impermeável. E hoje, mais do que nunca, sei que preciso baixar minhas proteções, minha muralha. Não quero continuar inacessível, porque sei que a hora certa está chegando... Finalmente, está chegando.

E aconteça o que acontecer, que fique aqui registrado que eu nunca desisti e nunca irei desistir. Estou aguardando pacientemente... E se, por algum motivo necessário, meu caminho não trilhar para o final que esperei por tanto tempo, que ele trilhe para algo melhor. Ficarei satisfeita com o que for enviado para mim, porque eu sei que fiz muito para merecer algo bom e ninguém pode tirar isso de mim.

E, mesmo que tudo der errado, mesmo que o que eu tanto desejo para mim não aconteça como esperado, eu continuarei com um sorriso no rosto, porque eu terei certeza de que estou apenas sonhando pequeno... Jamais vou desistir, jamais vou esquecer do que é importante para mim. O que é meu está a caminho e, mesmo que eu passe a vida inteira esperando, eu vou conseguir o que eu quero no final.

20 abr 2016

Como aplicar em uma universidade norte-americana

Postado às 00:36 | 10 comentários
Categorias: Miscelânea, Tutoriais

Se você é como eu, que sempre quis morar e estudar fora, talvez esse post seja para você. Já que o ingresso em universidades no exterior não funciona da mesma forma como aqui no Brasil (através do vestibular), eu resolvi contar um pouquinho mais da minha experiência e de todas as informações que absorvi nos últimos anos... Espero que o post seja útil para alguém.

Como aplicar em uma universidade norte-americana

Bom, então você decidiu que quer fazer graduação ou pós-graduação (especialização, mestrado, doutorado e pós-doutorado) nos Estados Unidos. Ótimo, porque essa parte é fácil. O processo de aceite em universidades lá é bem chatinho e um tanto demorado, o que pode deixar pessoas ansiosas (como eu) à beira de um ataque de nervos... Mas se você fizer tudo certinho, mandar a documentação completa e terminar a aplicação antes do prazo final, pode ser que você receba uma notícia muito bacana em 4 semanas... Então se organize e entenda o passo a passo.

1. Escolha a universidade e o programa de seu interesse

Este é o primeiro passo e um dos mais importantes... Muitas vezes, não adianta somente avaliar a reputação da universidade e se o programa de seu interesse é um dos melhores do país. Você precisa olhar o quadro de professores, a relação de disciplina que serão abordadas, a localização da instituição, o valor das mensalidades, o tempo de duração do curso e outros fatores. Quando eu comecei esse processo, eu determinei em quais cidades eu mais gostaria de morar e eliminei todas as universidades que não se encaixavam nas minhas escolhas... Dessa maneira, é possível encontrar as universidades certas para você, de acordo com suas preferências. Dedique cerca de 1 ou 2 meses para fazer essa busca e mapeie as suas 5 universidades favoritas. Não se restrinja a apenas uma universidade, porque o aceite não é sempre garantido e é bom ter outras opções na manga, caso isso ocorra.

2. Leia todas as informações sobre o curso no site da instituição

Depois de ter escolhido suas universidades favoritas (eu recomendo escolher de 3 a 5 opções), leia todas as informações sobre o curso e sobre o processo de aplicação na universidade. Cada uma delas tem datas e regras diferenciadas, então é aconselhável listar todas essas informações e montar um cronograma que auxilie você nesse processo todo. Algumas universidades enviam brochuras explicando tudo sobre o curso, então solicite esse material, se possível. Observe bem a data de início do curso escolhido, porque alguns deles só podem ser iniciados em um período do ano (geralmente, os cursos começam em janeiro, abril ou setembro) e as datas de aplicações podem não coincidirem entre si. Reserve 2 a 4 semanas para colher essas informações.

Como aplicar em uma universidade norte-americana

3. Confira a lista de requerimentos para o curso escolhido

Agora que você já sabe tudo sobre onde deseja estudar, é hora de partir para a ação. Liste todos os documentos e materiais que você precisa enviar para aplicar em cada universidade, nunca se esquecendo de enfatizar em suas anotações a data limite para a aplicação. Informe-se sobre o valor da taxa de aplicação (application fee) de cada universidade, para que você também consiga se organizar financeiramente. O valor das taxas costuma variar de $50 a $100 e você irá precisar de um cartão internacional para realizar a transação. Faça um resumo de todas as informações em, no máximo, uma semana e tenha essa lista sempre à mão.

4. Faça a tradução juramentada dos seus documentos

Já sabendo quais documentos você precisará enviar às universidades, é hora de providenciar a tradução dos mesmos aqui no Brasil. Se você está aplicando para cursar graduação, vai precisar traduzir o diploma e o histórico acadêmico com a lista de disciplinas cursadas e notas do Ensino Médio. Se está aplicando para pós-graduação, não precisará fornecer os documentos do Ensino Médio, portanto traduza apenas o diploma e histórico acadêmico de sua graduação aqui no país. Procure um tradutor licenciado e tenha o prazo de um mês para ter os documentos em mãos. O valor da tradução de cada documento varia conforme o número de laudas (ou cada lado de uma folha), que tem um valor fixo estabelecido pela Sintra (Sindicato Nacional dos Tradutores) e você só vai saber quanto pagará depois que as traduções já estiverem prontas... Peça uma estimativa de valores ao tradutor, para que você tenha uma ideia do custo total antes de solicitar o serviço. As traduções precisam ser juramentadas, ou seja, devem ser feitas por alguém reconhecido no nosso país como tradutor profissional. Neste momento, você já precisa saber se será necessário enviar os documentos originais para a universidade ou se bastará a versão digital. Se precisar de várias cópias originais, o tradutor não cobrará o valor inteiro pelas traduções adicionais, pois ele apenas precisará imprimir novas cópias, assiná-las e carimbá-las.

5. Faça o teste de proficiência de inglês (TOEFL ou IELTS)

Enquanto aguarda a tradução dos documentos, já se organize para fazer a prova de proficiência de inglês. Nos Estados Unidos, a maioria das universidades aceita tanto o TOEFL quanto o IELTS. Se você pretende aplicar em universidades de outros países também, faça o IELTS, que é aceito em vários lugares diferentes — eu fiz o IELTS, porque eu queria aplicar no Canadá também. Yes! Informe-se sobre as taxas para realizar a prova, além de verificar as datas e locais disponíveis no site de cada instituição. O IELTS é aplicado pela British Council (atualmente, custando R$700) e o TOEFL pela ETS (atualmente, por $215). Ao se inscrever para a prova, informe a eles o código das universidades para quais deseja enviar os seus resultados. Se fizer isso após receber suas notas, você terá que pagar uma taxa extra para cada envio. Escolha a categoria "Academic" ao fazer sua inscrição no IELTS, porque senão a universidade não aceitará os seus resultados. Observe a nota mínima exigida por cada universidade, de acordo com o curso escolhido. Entenda como funciona cada uma das provas (TOEFL ou IELTS), estude e boa sorte.

Como aplicar em uma universidade norte-americana

6. Faça as provas GRE ou GMAT, caso necessário

Alguns cursos de pós-graduação exigem também as provas GRE ou GMAT. Essas provas avaliam o candidato em seus conhecimentos verbais, quantitativos e analíticos. Resumindo, é uma prova de nivelamento para ver sua proficiência em inglês (escrita e interpretação de texto), matemática (aritmética, geometria, análise de gráficos, etc.) e lógica. Eu fiz o GRE e achei bem difícil, porque o tempo é apertado e algumas questões são bem complicadas de entender — me senti fazendo o vestibular da UFRGS, só que em inglês. Aconselho que conheçam a prova previamente e façam algumas simulações online, além de estudar gramática, regras de redação e termos matemáticos em inglês. O GRE (atualmente, custando $205) é aplicado pelo ETS e pode ser feito em algumas capitais brasileiras (eu fiz a prova em Recife). Para quem vai fazer cursos na área de negócios, o indicado é fazer o GMAT (atualmente, custando $250). Algumas universidades não exigem essas provas, então procure se informar sobre isso antes de se inscrever. E estude, de verdade.

7. Providencie cartas de referência

Enquanto espera o resultado das provas, peça a alguns de seus professores ou profissionais da sua área de atuação (pessoas que conheçam você e possam dar um breve parecer sobre o seu comprometimento e desempenho nos estudos e no trabalho) para que escrevam uma carta de recomendação sua. A carta deve ser redigida em inglês ou traduzida por um profissional. Tenha de 3 a 5 cartas de pessoas diferentes e escolha as que descrevam melhor o seu perfil acadêmico e profissional. Essa é uma parte chatinha, porque algumas pessoas ficam sem jeito de dizer "não" quando você pede, mas acabam nunca entregando a carta. Peça a pessoas bem próximas e que você tenha liberdade para "cobrar" a carta mais tarde, gentilmente, caso ela não venha em 2 ou 3 semanas. Tenha paciência e também um leque de opções disponíveis... Solicite a várias pessoas, algumas não se importarão em escrever a carta para você. Agradeça a pessoa ao receber a carta e não peça que ela faça qualquer alteração, já que a opinião é dela e você não deve interferir.

8. Faça o seu currículo em inglês

Atualize seu currículo e o traduza para o inglês. Essa tradução não precisa ser juramentada, ou seja, você mesmo pode resolver esse item sozinho. Coloque todos os seus méritos acadêmicos, cite suas conquistas profissionais (que tenham relevância para seus estudos, obviamente), liste suas atividades extracurriculares (aqui entram cursos, trabalhos voluntários, eventos que você participou, entre outros) e fale um pouco também sobre seus interesses e hobbies. O currículo deve retratar bem o seu perfil acadêmico e pessoal, levando a convencer que você é uma ótima "aquisição" para a universidade. Ou seja, não priorize sua atuação do mercado de trabalho, isso não é tão importante. Afinal de contas, você não está procurando emprego, certo?

9. Escreva uma carta relatando seus interesses

A maioria das universidades pedem a chamada "Letter of Interest", ou seja, um texto não muito longo (não precisa ultrapassar uma página) falando sobre os seus interesses na área pretendida de seus estudos. Em resumo, eles querem saber o motivo pelo qual você quer fazer o curso. Dê uma visão geral dos seus interesses e depois foque no assunto que deseja pesquisar durante os seus estudos. Através dessa carta, eles já conseguem determinar os alunos mais interessantes e, caso seja um curso de pós-graduação, então encaminhar para um possível orientador que tenha os mesmos objetivos acadêmicos. Seja sincero e tente transpassar muita vontade de aprender e aprimorar os seus conhecimentos.

Como aplicar em uma universidade norte-americana

10. Escreva o seu objetivo de pesquisa

Caso você esteja aplicando para cursos de pós-graduação, é muito provável que a universidade peça que você escreva o "Research Statement". Neste documento, você vai explicar o tema que escolheu para focar seus estudos e desenvolver sua pesquisa ou tese. Relacione o assunto com algum objetivo prático, ou seja, explique porque é importante estudar sobre o tema em questão e encontrar uma solução para o problema. Fale também como pretende alcançar os resultados, seus objetivos e suas aspirações.

11. Monte um portfolio, caso necessário

Alguns cursos da área criativa exigem que o candidato envie um portfolio contendo uma prévia de alguns de seus projetos (acadêmicos ou profissionais). Escolha apenas os seus trabalhos mais relevantes e que te representem como artista. Geralmente, eles pedem de 10 a 20 peças, então seja criterioso. Mande apenas os melhores, mesmo que sejam poucos... Neste caso, quantidade não é qualidade. Escreva também um breve texto explicando cada uma das peças, para que eles saibam o que é e como/porque foi feito. Veja os requisitos e especificações de cada universidade e monte um portfolio para cada uma delas, focando em seus aspectos individualmente.

12. Reuna todos os documentos físicos e digitais

Quando não estiver faltando nenhum documento em suas listas de requerimentos, organize as cópias físicas e digitais em pastas e no seu computador. Antes de começar as aplicações online, certifique-se de quem tem à mão todos os documentos. É bem frustrante começar a preencher os dados e se dar conta de que faltou algo. Tenha em mãos também o seu passaporte e alguns documentos pessoais, como RG e CPF.

Como aplicar em uma universidade norte-americana

13. Realize a aplicação online

Acesse o site da universidade e procure o link para iniciar a sua aplicação. Ele geralmente tem o label "Apply Now" e deve ser um botão bem grande e colorido. Essa é a parte divertida! Preencha todos os seus dados, anexe todos os documentos solicitados e conclua a sua aplicação. Algumas universidades usam sistemas próprios para isso, como é o caso do SlideRoom. Ele é bem fácil de usar e mostra dicas de preenchimento ao longo do questionário. Depois de encerrar o envio dos dados, você precisará pagar a taxa de aplicação, então tenha um cartão de crédito internacional em mãos (ou o responsável pelo cartão). Após a confirmação do pagamento, você poderá revisar os dados e finalizar sua aplicação. E seja o que Deus quiser!

14. Envio do histórico acadêmico por sua escola ou universidade

Grande parte das universidades solicita que o seu histórico acadêmico seja enviado diretamente pela instituição de ensino do Brasil, em cópia original. Você até pode enviar a cópia digitalmente, mas a aplicação só será validada quando eles receberem o documento por correio, enviada pela própria instituição que emitiu o mesmo. Ou seja, você precisará ir até a universidade ou escola e solicitar esse documento. Caso eles não façam esse envio, peça que o envelope seja entregue à você lacrado, já com os dados da universidade preenchidos no envelope timbrado da instituição. Eu precisei fazer dessa forma, porque a minha universidade não faz esse serviço de postagem... Mas deu tudo certo, apesar de eu nem saber o que foi enviado dentro do envelope.

15. Envio dos resultados das provas de proficiência

Caso você tenha feito as provas de proficiência (TOEFL, IELTS, GRE e GMAT) antes de escolher ou decidir em quais universidades aplicar, você precisará solicitar o envio dos seus resultados direto para a instituição. Entre em contato com a organização que realiza as provas, pague a taxa extra e informe o endereço completo para o envio (ou o código da instituição). Esse processo costuma levar de 15 a 30 dias, dependendo do modo de envio do documento. Quando eu solicitei o envio do IELTS para a universidade que eu apliquei, eles me passaram o código de rastreio do pacote, para eu acompanhar a entrega. Então foi bem tranquilo...

16. Aguarde o processamento dos documentos

Depois de enviar todos os documentos, a universidade precisa revisar tudo e julgar se você será aceito ou não para o curso e o semestre desejado. Algumas universidades são mais concorridas que outras, então o fato de não ser aceito não significa que o seu currículo acadêmico seja ruim, mas que teve pessoas que se prepararam melhor do que você. Esse período de processamento costuma variar de 4 a 6 semanas, dependendo da universidade e da quantidade de aplicações. Geralmente, alguém da instituição entrará em contato por e-mail para confirmar a sua aplicação e garantir que você não tenha nenhuma dúvida em relação ao processo. Caso tenha, aproveite o auxílio dessa pessoa para entender os próximos passos.

17. Resposta da universidade

Independente de você ter sido aceito ou não, a universidade entrará em contato... Nos Estados Unidos, o padrão é receber um envelope pelo correio, contendo a resposta (positiva ou negativa) de sua aplicação. Para estudantes internacionais, geralmente a resposta chega antes pelo e-mail. Caso você seja aceito, a universidade enviará também informações sobre a matrícula, valores de mensalidades e uma data limite para você aceitar ou recusar a vaga. Informe-se sobre bolsas de estudo, caso necessite de ajuda para pagar o curso (que costumam ser bem caros). Após decidir, envie sua resposta à universidade. E, parabéns, se você foi aceito. Se não foi, espere a resposta das outras universidades, em alguma delas vai dar certo! :)

Minha carta de aceite para estudar no SFAI

Apesar de não ser o meu principal objetivo agora, eu resolvi aplicar em uma universidade nos Estados Unidos para ver como funcionava (e como eu me saía)... A escolhida foi o SFAI, ou San Francisco Art Institute, na Califórnia. Apliquei para o Mestrado (MFA) de Studio Art, com foco em arte e tecnologia. Consegui a isenção da taxa de aplicação, então arrisquei para ver o que dava. Fiquei muito contente quando recebi a resposta positiva deles. Infelizmente, eu não consegui a bolsa de estudos da universidade (que é muito concorrida), então recusei a oferta de vaga... Mas foi uma experiência bacana!

Aplicar em universidades no exterior é um processo complexo e demorado... Eu aconselho a começar a pesquisa cerca de 1 ano e meio antes, para garantir que você estará com todos os documentos em mãos no momento da aplicação, sem sustos. Mas se você deseja muito estudar fora, vale a pena o planejamento. Espero que as dicas do post ajude de alguma forma. E, aliás, me contem depois se deu tudo certo e você for aceito.

Para quem está começando a pesquisa para concretizar esse sonho, boa sorte. Espero que ocorra tudo bem, assim como foi comigo. Vou ficar torcendo para você! ;)

04 abr 2016

Tag: 13 Perguntas Pessoais

Postado às 11:30 | 6 comentários
Categorias: Blog, Memes e Tags

Eu vi esta tag em vários blogs recentemente e resolvi fazer também aqui no brógui... Não recebi nenhuma indicação para fazer, então roubei lá do blog da Lívia mesmo — deem uma passadinha lá também para ver as respostas dela. Acho bacana este tipo de meme, pois assim o leitor acaba conhecendo um pouco mais sobre mim e essa experiência é sempre legal... Seguem aí então as perguntinhas! :smile:

1. O que você costuma pedir na Starbucks?
Iced Caramel Machiatto, sempre.

2. Qual item do seu armário você não consegue viver sem?
Minha jaqueta jeans.

Minha jaqueta jeans favorita...

Ganhei esta jaqueta da minha irmã há mais de 10 anos... Amo!

3. Cite uma coisa que as pessoas provavelmente não sabem sobre você.
Eu sei (ou sabia?) tocar um pouquinho de bateria.

4. Cite uma coisa que você quer fazer antes de morrer.
O maior sonho e realização pessoal, apesar de clichê, é publicar um livro.

5. Qual comida você não consegue viver sem?
Essa é no-brainer! Arroz...

6. Qual a frase que rege a sua vida?
"It's just a matter of time."

7. O que você gosta e não gosta sobre o YouTube?
Gosto da diversidade e facilidade de encontrar vídeos e conteúdos diferenciados e não gosto de usuários que colocam títulos diferentes do conteúdo do vídeo.

8. Qual a música que mais ouve?
No momento, certamente é "Quicksand" do The Story So Far.

9. Como você definiria o seu estilo?
Casual Chic, quando estou arrumadinha, e Esportivo, quando estou mais despojada.

10. Qual o seu número favorito?
Cinco.

11. Cite dois hobbies.
Escrever e assistir seriados.

12. Cite duas coisas que te irritam.
Falta de transparência e honestidade e pessoas fumando perto de mim.

13. Cite um prazer culposo.
Comer todos os tipos de porcaria na minha idade, como bolachinhas recheadas, salgadinhos, balas, chocolates, biscoitos, fast food e por aí vai.

Gostaram? Também não farei indicações, mas sintam-se convidados a roubar a tag e fazer em seus blogs também! E se fizerem, me avisem para que eu possa ler as respostas de vocês. Deal?

02 abr 2016

O Dia do Casamento

Postado às 14:06 | 4 comentários
Categorias: Ficção, Textos

Ela estava extremamente nervosa. Andava de um lado para o outro e passava as palmas das mãos na saia do vestido compulsivamente, secando o suor frio que enxarcava os seus dedos. Na frente do espelho, ela verificava mais uma vez se a maquiagem estava intacta, sorria para si mesma e virava o corpo de lado para se certificar de que o vestido estava perfeito, com tudo no seu devido lugar.

Ela estava linda, mais do que o normal. Os olhos castanhos marcados com um delineador preto, os lábios cor de cereja, o cabelo preso em um coque banana, envolto pelo véu que caía até sua cintura. O sapato era bem alto, mesmo que os seus 171cm já a fizessem alta naturalmente.

O Dia do Meu Casamento

Pela última vez, olhou para a mão esquerda, sem a aliança, e confirmou consigo mesma que estava fazendo a coisa certa. Então ela sorriu para seu pai, que a observava calado do canto do quarto, e avisou que estava pronta.

A marcha nupcial começou a tocar e as portas pesadas de madeira da igreja se abriram. Todos ficaram em pé, virados para ela, enquanto ela começava a dar os primeiros passos em direção ao altar, com seu pai enroscado em seu braço. Ela não conseguia parar de sorrir, aquilo tudo parecia muito surreal. Sentia uma espécie de dormência emocional, como se soubesse que estava feliz, mas não fosse capaz de assimilar aquele sentimento. Enquanto analisava todos os rostos que cruzavam pelo caminho, ela só continuou sorrindo e nada mais.

Quando chegou ao altar e se posicionou na frente dele, seu coração bateu mais rápido, porém se sentiu mais segura. Ele sempre tinha esse efeito sobre ela, como se pudesse resolver todos os seus problemas com apenas um sorriso ou um toque em sua pele. Ali, naquele momento, ela soube exatamente o que era ser a pessoa mais feliz do mundo. Estava realizada, completa e feliz.

Enquanto o padre falava sobre amor e responsabilidade, ela apenas o observava. Ele estava nervoso; ela podia deduzir apenas pelo jeito que ele tamborilava os dedos na perna, sorrindo de tempos em tempos, querendo provar o contrário. Era um dia especial para ambos e, assim como ela, ele também tinha os seus motivos para estar suando frio.

E então ele começou a repetir as palavras que o padre solicitou, respondendo que aceitava se casar com ela. “Sim, eu te recebo como minha legítima esposa e prometo ser fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias de nossas vidas.” A voz dele estava tremida e fraca como um suspiro. Assim que terminou os seus votos matrimoniais, fitou-a com os olhos mais doces do universo e apertou suas mãos suavemente, para confirmar que estava sendo sincero, que iria amá-la e respeitá-la por todos os seus dias, até que a morte os separassem.

O padre repetiu novamente as palavras e sinalizou que era a vez dela.

— Você aceita receber este homem como seu legítimo esposo?

A igreja ficou em silêncio. Ela baixou a cabeça e levou alguns segundos para encará-lo novamente. Olhou rapidamente para cada um dos rostos do altar e então olhou para os convidados sentados nos bancos do lado direto da igreja. E lá estava ele, aquele rosto tão conhecido, tão presente na vida dos dois, que agora estava tão distante, mas sobressalente na décima segunda fileira.

Ela ficou pensativa por alguns segundos, até que seus olhos sentiram necessidade de chorar. A igreja inteira estava em silêncio, apreensiva, e o noivo tentava balançar suas mãos e chamar sua atenção para ele. Mas ela estava decidida, ela sabia o que precisava saber. E ele sabia para quem ela estava olhando e sabia porquê estava olhando.

— Eu não posso fazer isso, eu não posso me casar contigo.

Ele não falou absolutamente nada, porque entendia o raciocínio dela. Seus olhos diziam que estava arrasado, mas que a perdoava também por aquilo. Uma explosão de burburinhos ganhou volume no salão da igreja; as pessoas viravam e se olhavam, sem entender nada.

Ela olhou pela última vez para ele, puxou o lado esquerdo do vestido para cima com a mão e desceu do altar, indo em direção à porta da igreja. Alguns rostos espantados seguiram os seus passos com os olhos até que ela sumisse de vista. Muitas pessoas pareciam não estar entendendo aquela confusão. Outras sabiam o que aquilo significava.

E, neste dia, naquele momento, enquanto saía às pressas pela porta, foi como deixou o amor de sua vida — plantado no altar, sozinho e inconsolável — ir embora. O homem que mais amou e talvez o único que amaria daquela forma. Embora doesse, ela precisava encerrar este capítulo de sua vida.

Estava devastada também, mas ela sabia que o grande amor da vida dele estava presente naquela igreja, mas não era a mulher de pé no altar. Por amá-lo tanto, decidiu renunciar seus sentimentos, para permitir que ele fosse feliz ao lado de quem faria a vida dele um paraíso... A mulher da décima segunda fileira, não ela.

29 mar 2016

Jogando 1010! no celular...

Postado às 22:36 | 6 comentários
Categorias: Jogos, Tecnologia

De tempos em tempos, eu baixo algum jogo diferente no meu celular e, quando eu menos imagino, me vejo viciada e não consigo mais parar de jogar. O sorteado da vez é o 1010! (leia-se ten, ten), um jogo que me foi sugerido por um tuíte patrocinado e me pareceu interessante, por ser uma espécie de Tetris moderninho ou algo assim.

O jogo foi desenvolvido pela empresa turca Gram Games, fundada em 2012 e com sede em Istambul, e foi lançado oficialmente para download em agosto de 2014, alcançando em torno de 5 milhões de instalações nas primeiras semanas de lançamento. Conforme a descrição do site, o jogo é um quebra-cabeça simples, viciante, infinito, fácil de aprender e divertido para dominar, destinado a um público de todas as idades. Realmente, viciante.

1010!

1010!

O jogo consiste em encaixar as peças disponibilizadas em tela na malha de 10x10 cubos, no local onde você achar mais adequado, com o objetivo de completar a linha na horizontal ou vertical, ganhando pontos e a fazendo sumir. Ou seja, sempre que possível, elimine as linhas. O jogo não tem tempo (você pode pensar bem antes de encaixar cada uma das pecinhas) e não importa a cor dos cubinhos na hora de formar a linha. Qualquer peça, de qualquer cor, vale!

1010!

1010!

As peças sempre são disponibilizadas em grupos de três e, em algumas vezes, a ordem que você escolhe para posicioná-las pode fazer toda a diferença. É um jogo de lógica e raciocínio, portanto você precisa encaixar a peça no lugar mais apropriado para não ficar sem movimentos possíveis ou deixar muitas peças espalhadas, sem conseguir completar as linhas de cubinhos.

1010!

Com uma interface bem limpa, é muito fácil entender como o jogo funciona. As cores das peças e dos elementos da tela tornam o jogo divertido, pois a malha vai ficando cada vez mais colorida. Existe também a opção de mudar a cor de fundo do aplicativo, alternando entre o claro (fundo branco) e o escuro (fundo preto). Na tela inicial do jogo, você tem o botão para iniciar um novo jogo e atalhos para fazer uma avaliação do jogo (na App Store ou no Google Play) e conferir o ranking dos amigos jogadores, através dos seus contatos no Facebook.

1010!

Quando a tela começa a ficar muito cheia é bem angustiante. Fico torcendo para que venham as peças que eu preciso, para encaixar nos buraquinhos que ficaram na malha. E dependendo das peças disponibilizadas, você acaba não tendo muita opção, então o legal é sempre pensar bem antes de largar as pecinhas lá. Essa é a parte interessante... Muita calma nessa hora!

Às vezes, eu jogo apenas para passar o tempo... Em outros momentos, eu começo um jogo sério, com o objetivo de bater a minha pontuação prévia. Depende do meu humor e de quanto tempo eu tenho para gastar no celular! Hehehe!

1010!

Para mim, o que torna o jogo viciante é sempre querer bater o meu próprio recorde. Ou seja, vou continuar jogando até enjoar ou até alcançar uma pontuação tão alta, que não consigo mais evoluir. Atualmente, meu recorde é 8221, mas eu ainda acho que posso aumentar bastante esse número, se eu jogar com calma e pensando melhor cada movimento.

1010!

O jogo está disponível para iOS 7.0 ou superior (compatível com iPhone, iPad e iPod Touch), na App Store, e também para Android 2.3 ou superior, no Google Play. Para jogar, você não precisa fazer cadastro algum... É só apertar no botão verde e começar! E ah, se você quiser remover a publicidade (exibida no topo da tela e ao final de cada jogo), você pode optar por pagar $1.99.

Enfim... É um jogo realmente simples, mas bastante divertido de jogar. Alguém já conhecia e costuma jogar? Comenta aí e me diga qual é o seu recorde... Sempre é bom ter um desafiante real para estimular o alcance de uma melhor pontuação, certo? Corre pro 1010! então! :wink:

22 mar 2016

Esse vício chamado Sam Smith...

Postado às 23:28 | 0 comentários
Categorias: Música, No Meu Player

Depois de mais de um ano após baixar o álbum "In The Lonely Hour", do cantor britânico Sam Smith, foi que eu realmente parei para ouvir as músicas dele. Eu já havia escutado "Latch" em um music video no YouTube e também "Stay With Me", que foi o seu primeiro grande sucesso, mas o meu conhecimento sobre o cantor parava por aí.

Ainda bem que eu resolvi conhecer mais o trabalho desse moço, porque ó... Viciei.

Sam Smith

Sam Smith é o nome artístico de Samuel Frederick Smith, um carinha de apenas 23 anos nascido em Londres, na Inglaterra. Após muitos anos de aulas de canto e composição musical, Sam ficou conhecido na mídia com a participação na música "Latch", da banda Disclose, que foi lançada em 2012 e alcançou a décima primeira posição na parada de singles britânicos. No ano seguinte, ele gravou "La La La" com o cantor Naughty Boy e obteve o primeiro lugar nas paradas de sucesso.

Depois daí, a coisa só foi...

Ainda em 2013, Sam Smith lançou um EP chamado "Nirvana" com 7 músicas, entre elas "I've Told You Now", "Nirvana" e "Latch", que eu adoro. Seu primeiro álbum de estúdio foi lançado em maio de 2014, pela Capitol Records, marcando o início do seu reconhecimento pelo mundo todo. Após o lançamento dos primeiros singles do álbum, "Lay Me Down" e "Money On My Mind", Sam então estourou por todos os lados com a canção "Stay With Me". Essa vocês conhecem, certo?

Em 2015, o danado ganhou 4 Grammys: Artista Revelação, Gravação do Ano com "Stay with Me", Música do Ano com "Stay with Me" e Melhor Álbum de Pop com "In the Lonely Hour". Depois de ganhar alguns Brit Awards e Billboard Awards nos últimos anos, ele também recebeu um Golden Globe Awards e um Oscar pela música "Writing's On The Wall", da trilha sonora de "Spectre", dos filmes do 007. Muito amor! :heart:

Sam Smith

O álbum "In The Lonely Hour" é cheio de baladas e músicas de amor... Ele diz que seu álbum fala sobre amores não recíprocos, pelo fato de nunca ter sido amado de volta pelos seus interesses românticos. Aliás, para quem não sabe, Sam Smith é gay. Inclusive, tem uma música no álbum chamada "Leave Your Lover", que deixa isso totalmente explícito.

Set my midnight terror free
I will give you all of me
Just leave your lover, leave him for me
Leave your lover, leave him for me

Depois de "Stay With Me", Sam lançou mais dois singles do álbum: "I'm Not The Only One" e "Like I Can", que eu amoooooo. Aliás, para ser bem honesta, eu amo todas as músicas do álbum dele. Escuto no carro o tempo inteiro e já sei cantar quase todas de cor. Eu coloco #nomeuplayer para tocar também, em casa e no trabalho. É um vício, não consigo parar.

Sam Smith

O som do Sam Smith é uma mistura de pop com soul e um pouco de batidas eletrônicas. É um álbum gostoso de ouvir, com lindas melodias, uma voz certeira e muito romance envolvido. Dá vontade de agarrar o travesseiro e chorar no cantinho... Mas no bom sentido, porque as músicas são sensacionais! Aliás, entre suas influências, Sam lista cantoras como Adele, Amy Whinehouse, Christina Aguilera, Beyoncé e Lady Gaga. Só divas! Hahaha!

Enfim, eu só queria compartilhar todo esse amor que estou sentindo por ele. Estou em um momento em que gosto de ouvir músicas calmas e confortantes, então estou aproveitando... E encontrei uma música dele que reflete muito bem o que ando sentindo (mas #abafa, néam?), o que só me fez ficar ainda mais fã.

E vocês? Curtem o som do Sam Smith? Contem para mim.

20 mar 2016

Férias de verão no litoral fluminense e capixaba

Postado às 13:48 | 4 comentários
Categorias: Diversão, Pessoal, Viagens

Depois de mais de um ano de correria, eu finalmente consegui agendar minhas férias e sair um pouco da rotina do escritório para descansar a cabeça... Minha ideia era passar 15 dias na praia, aqui no litoral sem graça gaúcho mesmo, mas meus pais me convidaram para acompanhá-los a uma viagem pelo litoral fluminense (ou carioca, para os íntimos) e capixaba. Como eu tinha muita vontade de conhecer Vitória, a capital do Espírito Santo, aceitei o convite e arrumei as malas.

Nós saímos de Porto Alegre na manhã do dia 19 de janeiro, em um voo rumo ao Rio de Janeiro. Assim que chegamos no aeroporto, tomamos café (eu caminhei cerca de 20min para pegar um Iced Caramel Machiatto na Starbucks) e alugamos um carro para começar o itinerário da nossa viagem. Depois de algumas horas de estrada, chegamos em Saquerema, uma cidade pequenina e bonitinha na região dos Lagos, conhecida por ser a capital nacional do surfe.

Saquarema, RJ

Nossa passagem pela cidade foi rápida... Como estava garoando, demos uma passada rápida na Igreja de Nossa Senhora de Nazareth, almoçamos e seguimos para o próximo destino.

Igreja Nossa Senhora de Nazareth, Saquarema, RJ

Igreja Nossa Senhora de Nazareth, Saquarema, RJ

Saquarema, RJ

No final da tarde, chegamos em Armação dos Búzios, ou apenas Búzios, também na região dos Lagos. A chuva resolveu não nos dar trégua, então nem deu para aproveitar muito o resto do dia. Jantamos no Porto da Barra, em Manguinhos, e depois fomos para a pousada descansar. No dia seguinte, com o tempo um pouco melhor, conhecemos rapidamente algumas praias da cidade e caminhamos pelo calçadão da Orla Bardot, no centro de Búzios.

Búzios, RJ

Búzios, RJ

Na Orla Bardot, no centro de Búzios...

Búzios, RJ

Por volta do meio-dia, pegamos a estrada de novo. Com o tempo meio fechado, achamos melhor nem dar um pulinho em Cabo Frio, que fica do ladinho de Búzios. Uma pena! Mas tudo bem, fica para a próxima vez... Cruzamos a fronteira do estado e seguimos em frente. Cerca de 5h depois, chegamos em Guarapari, a principal cidade turística do Espírito Santo.

Não sou muito fã de lugares pitorescos e pequenos demais, então em Guarapari eu me senti em casa... Ô lugar lindo, viu? Cheio de obras da natureza por todos os lados, mescladas com o ritmo de cidade grande... Lojas, shoppings, calçadões, praças, prédios altos, asfalto, movimento. É, não adianta... Eu sou cosmopolita. Aprecio lugares reclusos, simples e com cenas incríveis de beleza natural, mas só me sinto em casa em centros urbanos... Urbanos mesmo.

Guarapari, ES

Adorei a cidade! Ficamos por lá dois dias e pudemos conhecer algumas praias da cidade, como Praia dos Namorados (onde ficamos hospedados), Praia das Castanheiras, Areia Preta, Praia do Morro (a mais bacana, na minha opinião, por conta do calçadão que vai de lado a lado na praia), Prainha, Setiba e Meaípe. Certamente eu voltaria para passar férias lá...

Guarapari, ES

Guarapari, ES

Praia de Setiba, em Guarapari... Muito linda!

Depois daí, foi que a viagem começou a ficar interessante... Seguimos rumo à Ilha Velha e Vitória, a capital do estado. Só que tivemos dois probleminhas: (1) a chuva só ficava cada vez mais forte e não tinha como descer para conhecer os lugares; (2) meu irmão adoeceu, foi parar no hospital e, por precaução, voltamos mais cedo do que o planejado para o Rio de Janeiro — que era a última parada da nossa viagem. Em resumo, as duas cidades que eu mais queria conhecer, Vitória em especial, eu não pude conhecer. Ah, o azar...

Menos de um dia após chegar em Vitória, pegamos a estrada novamente para retornar ao Rio de Janeiro. Os últimos três dias da viagem foram lá... Como meu irmão já estava fora de perigo, conseguimos relaxar um pouco. E, pelo menos, lá no Rio tinha sol e pegamos uma prainha. Yes! Eu aproveitei que estava de novo na capital carioca e marquei encontrinhos com a Bruna e com a Camille. Foi bem legal! Demos muitas risadas!

Rio de Janeiro, RJ

Registrando a brancura oficial no final das férias, com o pau de selfie do pai...

Dia 26 de janeiro, embarcamos novamente para Porto Alegre... Encerrei minhas férias no litoral gaúcho, onde consegui pegar mais um bronze e ler alguns livros. Passou rápido, mas deu para aproveitar um pouco. Férias sempre passam voando, né? Mas esta foi diferente, conheci lugares novos, li livros, reencontrei algumas pessoas queridas e saí da rotina. E já sabem, né? Vitória que me aguarde, porque certamente voltarei para conhecê-la... Dessa vez, de verdade.

17 fev 2016

Ó, deixa eu apresentar para vocês... Essa é a Lica!

Postado às 13:45 | 9 comentários
Categorias: Pessoal

Meu dois mil e dezesseis precisava de mudanças... E, na primeira semana do ano, eu tomei uma decisão muito importante: comprar uma cachorrinha só para mim.

A ideia era antiga... Desde que eu voltei do Canadá, em 2009, o plano era terminar a faculdade, ir morar sozinha e comprar uma beaglezinha para morar comigo, que se chamaria Lica. O nome já estava escolhido há anos e eu só precisava organizar minha vida para conseguir incluir uma nova amiguinha canina na minha rotina. Com a conclusão da minha pós-graduação no ano passado, eu achei que esse era o momento certo para dedicar minha atenção e minhas energias com algo que me fizesse sorrir, para variar.

Lica (3 meses)

Lica (3 meses)

Na mesma semana, eu procurei vendedores na internet e entrei em contato com três pessoas diferentes pelo WhatsApp, procurando uma beagle fêmea que não custasse uma fortuna (oi, eu sou pobre). Na terceira tentativa, veio a foto que me conquistou na hora. Eu olhei para a carinha dela e sabia que tinha que ser ela...

Dia 10 de janeiro, eu peguei minha mãe na casa dela de tarde e parti rumo a Porto Alegre, com o intuito de ver a cachorrinha pessoalmente. Eu já sabia que no momento em que visse ela, eu não teria como ir embora sem levá-la embora comigo. E foi isso mesmo que aconteceu... Eu trouxe a Lica para casa comigo. Eu já tinha passado no supermercado pela manhã e comprado ração e uma coleirinha para ela, porque eu sabia que aquela decisão não tinha volta.

Lica (3 meses)

Lica (3 meses)

Para os desinformados, o beagle tem fama de ser muito arteiro e de destruir tudo em volta... Já ouvi histórias de pessoas que tiveram beagle em apartamento e passaram muito trabalho, pois é uma raça muito ativa e que precisa gastar muita energia diariamente. Por eu morar sozinha, em um apartamento não muito grande, este seria um grande desafio para mim... Mas eu achei que daria conta do recado, principalmente porque eu sempre quis ter um beagle. Resumindo, é um sonho realizado.

Lica (3 meses)

Lica (3 meses)

Ela está comigo há pouco mais de um mês e já estamos nos entendendo bem... Ela já destruiu alguns chinelos na casa da minha mãe, roeu a minha cadeira de courino do escritório, rasgou algumas meias e um casaquinho de lã e fez algumas outras safadezas, mas em compensação já aprendeu a fazer xixi no cantinho certo, entende quando eu digo "não", não está chorando tanto quando eu saio de casa e está aprendendo a caminhar do meu ladinho nos passeios, sem sair me puxando pela guia de forma descontrolada... Vitória, certo?

E já que esta coisinha linda agora faz parte da minha vida, vou começar a falar um pouquinho sobre cachorros aqui no blog, mais especificamente sobre a raça dela, que é bem peculiar. Sou marinheira de primeira viagem ainda como mamãe de um au-au (sempre tivemos cachorros na casa dos meus pais, mas essa é a primeira vez que o cachorro é meu, oficialmente), mas vai ser bem bacana compartilhar um pouquinho da história dela com vocês.

Lica (3 meses)

Lica (3 meses)

E, desde já, peço que me desejem sorte e rezem pelo meu apartamento, para que ele continue inteiro mesmo com essa arteirinha pipocando o tempo inteiro dentro dele... Embora a bagunça que ela faz e os milhões de cortes e arranhões que tenho pelo corpo agora, tenho que dizer que estou contente com minha decisão. Ela me faz companhia e enche a casa de alegria!

Lica (3 meses)

Lica (3 meses)

Quem tem ou já teve cachorro, sabe que o "sacrifício" vale a pena... Os cachorros são amigos verdadeiros e amam seus donos incondicionalmente. Era isso mesmo que eu estava precisando, uma distração para os momentos de solidão, alguém para eu encher de carinho e compensar o vazio que eu ando sentindo no peito. Mas tudo bem! Pode deixar que eu vou afofar a Lica com muito, muito, muito amor...